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Prefeitura de Ouro Preto aumenta restrições para conter a Covid-19

Em coletiva de imprensa, a Prefeitura de Ouro Preto anunciou o aumento das restrições de convívio e funcionamento de estabelecimentos na cidade afim de controlar o avanço da Covid-19. Estiveram presentes: o secretário de Governo Felipe Guerra, a secretária de Saúde Glauciene do Nascimento, a superintendente de Vigilância e Saúde Ana Paula, o secretário de Defesa Social Juscelino dos Santos Gonçalves e o enfermeiro da epidemiologia Jonathan SIlva.

A secretária de Saúde explicou o motivo dessas novas restrições terem sido decretada, ressaltando o aumento da gravidade da crise sanitária vivida na cidade, aumento significativo de casos e o sistema de saúde perto de um colapso.

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“Tivemos uma semana de longas discussões com o estado, com os setores relacionados à saúde, com a microrregião. Estamos atentos à evolução dos casos de coronavírus no estado e o que nós pudemos observar foi uma piora do cenário em quase todas as regiões do estado de Minas Gerais. Nós temos uma situação epidemiológica instável, com tendência a aumento do número de casos e de óbitos nos próximos dias, também uma tendência de aumento na ocupação de leitos e no aumento do tempo de espera por esses leitos. O que estamos fazendo é adotando medidas mais restritivas, já estamos numa onda vermelha que é altamente restritiva, mas mediante ao que observamos, os últimos acontecimentos, pessoas em descumprimento, estabelecimentos também. Viemos aqui criar um decreto mais restritivo e reiterar a população ouro-pretana sobre a importância de retomar esses cuidados. Ressaltamos que fomos encorajados pelo Ministério Público estadual a essa medida que vamos tomar hoje. O Ministério Público sugeriu, ainda, que todos os gestores do estado acatem medidas semelhantes a essas, para a gente não esperar o colapso da saúde, para que medidas mais severas sejam tomadas. Estamos tentando evitar a entrada de Ouro Preto na onda roxa e preservar a saúde e vida dos nossos ouro-pretanos”, disse Glauciene.

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Além disso, a responsável pela pasta da Saúde de Ouro ressaltou a mudança do público mais afetado pela Covid-19 na cidade. Segundo os dados colocados pelo município, seis pessoas estão na fila de espera por UTI, sendo uma de 25 anos em estado muito grave, outra de 37 anos está internada e três irmãs — de 45, 49 e 51 anos também estão internados. Além disso, um homem de 31 anos está entubado e muitos de 50 anos estão esperando vaga para internação. De acordo com Glauciene, a ocupação predominante dos leitos de UTI na cidade possui média de idade menor que 50 anos. Atualmente, 25% dos óbitos por coronavírus possui faixa entre 20 e 55 anos, há dois meses atrás esse número era menor que 10%.

Glauciene, ainda, ressaltou o estado crítico do município, macrorregião e todo o estado de atender as demandas na saúde, incluindo falta de remédios e profissionais da área.

“Nós observamos nos últimos 15 dias, em todo o estado, um aumento das solicitações de internação de leitos em UTI, um aumento no tempo de resposta, cujo o ideal é de 24 horas e temos visto pessoas na fila por longos dias. Estamos também chegando em uma situação muito cítrica assistencial no estado em geral, quando o estado e a macrorregião apresentam ocupações de leito maiores que 85%, nos coloca em uma situação muito crítica, porque se nós precisarmos de amparo da macrorregião para os nossos pacientes, nós não temos. Estamos, inclusive, passando por uma situação crítica no estoque de medicamentos, observamos que 11 itens dos kits de intubação estão praticamente zerados no estado, com cinco desses itens em alerta e apenas seis desses itens de sedativos em situação estável. Uma outra questão é o estado crítico dos bancos de sangue estaduais, estão praticamente zerados. Eu preciso compartilhar uma situação que a Santa Casa nos comunicou o bloqueio de leitos de internação por 72 horas por baixo estoque de sedativos nos leitos e outros medicamentos. A Secretaria de Saúde se empenhou junto ao estado para que nós pudéssemos contornar essa situação e conseguimos. Portanto, restabeleceu os processos de internação, mas a nossa situação é frágil. Não estamos suprir a demanda de internações em UTI nos hospitais e UPA’s, nem contratar médicos, temos passado dificuldade em coberturas de plantão pela ausência desses profissionais — médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem”, relata a secretária.

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Nos dados disponibilizados pelo município, é possível ver um total de 5 mil casos positivos, com 104 óbitos. Apenas nesta semana são 180 casos (no ano passado o maior pico dentro de uma semana foi de 106 casos). Além disso, 541 casos positivos de Covid-19 aconteceram na sede histórica do município e 414 dos casos foram vindos da região da Bauxita.

No entanto, a secretária também deu um alento citando a evolução da imunização contra a Covid-19 na cidade. De acordo com Glauciene, 23.360 doses de 1ª dose foram aplicadas (corresponde a 31,33% da população) e 8.695 pessoas foram vacinadas com a 2ª dose (11,6%). Ainda conforme foi dito pela secretária, nessa terça-feira (8), cerca de 1.020 pessoas foram vacinadas e há a expectativa de que mais mil sejam vacinadas na próxima semana.

Ainda sobre a imunização, há a expectativa por parte da administração municipal que 2.600 vacinas cheguem a Ouro Preto na próxima segunda-feira (14). Além disso, também é programado que se finalize a vacinação do grupo de pessoas que lidam com o ensino superior e que inicie a vacinação das pessoas de 59 anos (ou ao menos parte delas).

Novas restrições

Dentre as restrições citadas por Felipe Guerra, se destaca o fechamento de todas as atividades comerciais das 20h às 5h, de segunda a domingo, e a restrição do consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas também das 20h às 5h. Confira as demais:

  • Bares, lanchonetes e restaurantes poderão funcionar presencialmente, desde que seja dentro do horário determinado e respeitando o limite máximo de 30 clientes;
  • O sistema de delivery está permitido, entretanto, bebidas alcoólicas não poderão ser entregues das 20h às 5h;
  • O novo decreto proíbe a realização de eventos ou qualquer festa presencial, pública ou particular, em ambiente aberto ou fechado, além de entretenimento em bares e restaurantes;
  • Casas de shows e eventos terão os alvarás de funcionamento suspensos durante a duração do novo decreto, do mesmo modo, atrações turísticas, naturais e históricas da cidade também ficarão fechadas.
  • Todas as atividades educacionais presenciais, com exceção dos estágios em saúde, também estão suspensas;
  • Hotéis e pousadas só poderão funcionar com 30% da capacidade máxima de lotação, do mesmo modo, academias e centros de treinamento deverão funcionar com 50% de lotação;
  • Salões de beleza e semelhantes poderão funcionar mediante agendamento e apenas com um cliente dentro do estabelecimento;
  • O decreto também estabeleceu novas regras para o transporte coletivo, como: aumento de frota nos horários de pico e lotação máxima de 50% em cada veículo.
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Todas as determinações estão sujeitas a fiscalizações e o descumprimento pode acarretar em punições legais.   

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