Ex-senador expõe exigências dos caminhoneiros para que não haja paralisação em fevereiro

De acordo com o ex-senador Roberto Requião, do MDB do Paraná, o comando dos caminhoneiros querem o cancelamento de vendas das refinarias de petróleo e o fim da vinculação interna do preço do petróleo ao mercado internacional. A afirmação foi feita por Requião por meio da sua conta no Twitter.

Em outra publicação, o ex-senador questiona se os 700 mil caminhoneiros autônomos acompanharão a reinvindicação da classe.

Também pelas redes sociais, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, o CNTRC, tem convocado os caminhoneiros para uma paralisação de fevereiro, criticando o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, dizendo que o Ministério mudou radicalmente a matriz do transporte sem considerar os efeitos reais sobre a vida e dignidade dos transportadores.

A paralisação também ganhou o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, a CNTTL, que orienta que todos os 800 mil motoristas autônomos e celetistas entrem no movimento com o argumento de que a categoria “não suporta mais tanta exploração e a insensibilidade do Governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) referente à agenda de reivindicações do setor que está parada há três anos (2018 a 2021)”, rejeitando o reajuste da Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A CNTTL também pede por agilidade no Senado Federal pela aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, batizado pelo Projeto de Lei Complementar (PLC 75/2018) — um dos pleitos da categoria da histórica greve de 11 dias realizada em 2018, que parou o Brasil.

Sob a ameaça da eventual greve, o governo Bolsonaro incluiu a categoria dos caminhoneiros na lista do grupo de prioridades para o recebimento das vacinas contra Covid-19 no país, conforme atualização do plano nacional de imunização enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida do Governo Federal foi um bom aceno à categoria, que comemorou a inclusão no grupo prioritário. Em nota publicada no site, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) disse que a medida foi alcançada após “intensa articulação” junto ao ministério.

Depois de uma intensa articulação junto ao Ministério da Saúde, a CNT (Confederação Nacional de Transporte) conseguiu a inclusão de segmentos dos profissionais do transporte no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a covid-19.

Estão no grupo prioritário os caminhoneiros; portuários, incluindo trabalhadores da área administrativa; empregados das companhias aéreas nacionais (aeronautas e aeroviários); empregados de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas; empregados de empresas brasileiras de navegação; e motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário de passageiros, incluídos os motoristas de longo curso.

Ainda na nota, a CNT diz que agora “aguarda definição do cronograma de vacinação desse público pelo Ministério da Saúde”.