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Após seis anos do desastre da Samarco, atingidos bloqueiam estrada de Mariana pedindo reassentamento

Na manhã desta quinta-feira, 17, atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, fizeram uma manifestação na estrada de acesso ao novo assentamento de Paracatu, distrito de Mariana. Os protestantes pedem reassentamento, já que após seis anos de espera, nenhuma casa foi construída no Novo Paracatu e permanecem com suas moradias provisórias na sede.

Os manifestantes aguardam uma aceleração nas obras e dos alvarás de construção, previsão de entrega das casas, reparos na igreja e ruas da antiga Paracatu, onde ainda vivem alguns moradores nas partes mais altas que não foram completamente destruídas pela lama de rejeitos. O protesto ocorreu de forma pacífica e com respeito aos protocolos de distanciamento social devido à pandemia de Covid-19. A Renova e Samarco não compareceram ao ato e informou que enviará um ofício com as devidas respostas às reivindicações da comunidade.

Campanha Unimed

Veja fotos do protesto:

Já se passaram mais de dois meses desde o prazo estabelecido pelo Ministério Público (MPMG) para que fossem entregues as casas prometidas às vítimas do desastre de Mariana, mas ainda não há nenhuma residência pronta na comunidade de Paracatu. Além disso, obras de seis residências, de infraestrutura e da escola estão sendo realizadas.

O prazo estabelecido pelo Ministério Público, inicialmente, era até março de 2019, que foi postergado para 27 de agosto de 2020 e que foi novamente adiado para 27 de fevereiro deste ano, mas ainda está longe do que foi prometido ser entregue aos atingidos. Recentemente, o MP solicitou à Justiça que fosse aplicada uma multa no valor de R$ 1 milhão por dia de atraso das mineradoras Vale, Samarco e BHP Billiton, o que ainda não foi sancionado.

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Em Bento Rodrigues, outro distrito atingido pelo rompimento da barragem, apenas sete das 210 residências foram entregues. Já o reassentamento do distrito de Gesteira está sendo tratado na Ação Civil Pública que tramita na 12ª Vara Federal Cível/Agrária de Minas Gerais. De acordo com a Renova, 23 famílias homologaram os acordos, no âmbito da ACP, para atendimento por meio do reassentamento familiar, sendo que quatro famílias já adquiriam seus imóveis e as demais estão em fase de escolha do imóvel de seu interesse com apoio técnico da Fundação Renova.

Em maio, a Fundação Renova explicou que os protocolos sanitários aplicáveis por conta da Covid-19 obrigaram a instituição a desmobilizar parte do efetivo e trabalhar com equipes reduzidas, o que provocou a necessidade de reprogramação das atividades. Além disso, reiterou que para a construção dos reassentamentos é preciso obras de edificação, aprovação de projetos de lei por parte do poder público e emissão de alvarás para transformar subdistritos em distritos, conceitos urbanísticos, aprovação de projetos, adequação de topografia alinhada às relações de vizinhança e às leis urbanísticas do município.

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