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Moradores de Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, paralisam MG-129 em protesto ao risco de rompimento da barragem Doutor

Atingidos de Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, realizam uma paralisação na MG-129, no trevo de acesso a Bento Rodrigues, distrito de Mariana, na manhã desta quarta-feira, 1º de dezembro. A comunidade sofre com os impactos do risco do rompimento da barragem Doutor, de propriedade da Vale e cobra por direitos, Assessoria Técnica Independente, novas remoções e investimento na saúde da população.

“A comunidade de Antônio Pereira decidiu parar, porque só assim para poder chamar a atenção da Vale, porque a gente já conseguiu na Justiça a assessoria técnica, a população está em pânico, principalmente as que moram mais próximas à barragem, elas não estão dormindo, o vertedouro deu errado, a barragem está cheia de água nesse tempo chuvoso. Nós estamos reivindicando nossos direitos em uma manifestação pacífica e justa para que a gente seja atendido. A Vale só vem ganhando tempo e sem comunicação nenhuma com a comunidade”, disse Carla Daiane, manifestante, de Antônio Pereira ao Mais Minas.

A paralisação iniciou às 5h, de baixo de chuva e não tem previsão para parar. Portanto, o trânsito na MG-129 está interditado no trevo que dá acesso a Bento Rodrigues e Antônio Pereira. O único acesso possível no sentido de Antônio Pereira para Mariana, porém o caminho inverso está bloqueado.

“O desespero da comunidade está tão grande que é melhor tomar um banho de chuva do que morrer afogado na lama. Então, a comunidade não mediu esforços nessa paralisação da MG. É um grito de socorro, a gente só quer viver”, continuou Carla.

Vídeo: Reprodução / WhatsApp

Uma das reinvindicações dos manifestantes, segundo Carla, é a ausência do amparo do poder público. “Ele também está muito inerte, sem fazer nada e nós estamos nos sentido desamparados”, contou a manifestante. A moradora de Antônio Pereira também relatou que, recentemente, houve uma ação da Vale junto com o Ministério Público e a Defesa Civil bloqueando algumas ruas do distrito, onde as pessoas foram removidas, sem avisar a comunidade. “Não aceitamos a interdição dessas ruas, porque ali vai ser lugar de esconderijo”.

Em contato com o MM, a Vale disse que a Vale respeita a livre manifestação, desde que observado o direito de ir e vir e a propriedade privada. Porém, ela alega que não tem medido esforços para garantir que as pessoas impactadas pelas evacuações em Antônio Pereira sejam integralmente reparadas.

De acordo com a mineradora, a barragem Doutor permanece em nível 1 de emergência, conforme diretrizes estabelecidas no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) e na legislação brasileira, e todas as barragens de propriedade da empresa são monitoradas 24 horas por dia pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (GMC), que passam por inspeções regulares.

Ainda segundo a mineradora, as ações implementadas na estrutura são acompanhadas por consultorias técnicas externas e independentes, especialistas, Engenheiro de Registros (EoR) e pela auditoria técnica do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). “A Vale segue empenhada no atendimento às melhores práticas internacionais de engenharia, tendo como foco, sempre, a segurança de trabalhadores e comunidades vizinhas à estrutura”, afirmou a empresa em comunicado oficial. 

A reportagem do MM também entrou em contato com a Defesa Civil e aguarda algum posicionamento do poder público.

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