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Saúde: OMS elogia cidade mineira que aprendeu a reutilizar coletores de fezes

**”Sensacionalista” é uma coluna do Mais Minas que faz sátiras sobre assuntos polêmicos, às vezes com bom humor e isento de verdade, mas sempre com muito sarcasmo. 

O caso ocorreu há cerca de duas semanas quando uma usuária do serviço público de saúde da cidade ao ter sede, em vez de copo descartável, foi surpreendida ao receber um coletor de fezes para ingerir água.

No começo, o método revolucionário causou certo desconforto na paciente e nos demais usuários. No entanto, prefeito e secretaria municipal de saúde publicaram uma nota oficial a fim de tranquilizar a população:

Tudo que é novo causa estranhamento. A adaptação é algo natural e faremos de tudo para que nossos cidadãos e cidadãs recebam o melhor e mais inovador atendimento de todo o estado.”

Nessa mesma oportunidade, a prefeitura ainda informou que servidores estão recebendo treinamento adequado para divulgar informações acerca da utilização dos utensílios para novas finalidades, além de distribuir panfletos e cartilhas que explicam os diversificados usos que um coletor de fezes pode ter.

Prefeitura fecha convênios com laboratórios

Segundo um recente estudo do renomado cientista ambiental, o alemão Alfred Ritter, a utilização indiscriminada de copos descartáveis, sobretudo na área da saúde, tem causado um enorme prejuízo ao meio ambiente. Ritter comprovou que usar copos descartáveis consome mais água que reutilizar coletores de fezes para o mesmo fim. Isso porque para a produção de copos descartáveis, são utilizados até 3 litros de água para cada copo, que é utilizado apenas uma vez e depois jogado no lixo. A mesma quantidade de água é também usada na produção de coletores (mais resistentes), mas para lavar o coletor para reutilizá-lo, são necessários apenas 300 ml de água.

Baseado em tal estudo, a secretaria de saúde resolveu abraçar a ideia e inovar, se tornando a cidade pioneira em reutilização de coletores de fezes para diversas finalidades, sobretudo, ingestão de água pelos usuários.

Os laboratórios locais, que viviam a reclamar do desperdício de material reutilizável, agora comemoram: a prefeitura fechou convênio para reutilização de coletores de fezes em unidades básicas de saúde (UBS’s), UPA e hospital.

Devido tamanha repercussão do fato em redes sociais e no famoso “boca-a-boca”, a notícia acabou chegando ao conhecimento de entidades internacionais, como a OMS, que aprovou e recomendou o método:

O Brasil tem passado por uma crise econômica gravíssima. Os gestores, sobretudo municipais, tem enfrentado diversos desafios para equalizar as contas dos municípios a fim de manter prioridades e cortar gastos desnecessários. É inadmissível que em pleno 2018 as prefeituras ainda utilizem copos descartáveis para ingestão de líquidos em unidades de saúde, sejam elas básicas, de pronto atendimento ou hospitais. O sistema de  reutilização de coletores de fezes  criado pela cidade mineira aponta caminhos ainda não explorados que podem gerar resultados satisfatórios e sustentáveis.  A cidade está de parabéns!

Motivada com a nota da OMS, a secretaria de saúde da cidade informou que outras ações inovadoras em breve poderão ser vistas pelos usuários da saúde pública:

Já existe estudos avançados para reutilizar papel higiênico como gaze e aproveitar agulhas usadas em vacinas e repassá-las à sessões de acupuntura fornecidas pelo município,

informou um funcionário da secretaria, sem dar maiores detalhes.

 

**”Sensacionalista” é uma coluna do Mais Minas que faz sátiras sobre assuntos polêmicos, às vezes com bom humor e isento de verdade, mas sempre com muito sarcasmo.

Sensacionalista - Mais Minas
“Sensacionalista” é uma coluna do Mais Minas que faz sátiras sobre assuntos polêmicos, às vezes com bom humor e isento de verdade, mas sempre com muito sarcasmo.

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