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Segundo CNT, 70% das rodovias de Minas Gerais estão em situação precária

As rodovias de Minas Gerais são conhecidas por serem bastante perigosas e estarem em situação inadequada, contendo inúmeros problemas. A situação da malha rodoviária de Minas está ficando cada vez pior, em comparação a anos passados. Atualmente, 70,6% das rodovias do estado estão em qualidade péssima, ruim ou irregular de uso. Em 2018, o número era de 61,3%.

O estudo também mostra que somente 5,4% das rodovias mineiras se encontram em ótimo estado e 24% se encontram em bom estado. Os dados são da pesquisa sobre a situação das rodovias brasileiras, feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A pesquisa também mostra que as rodovias sob gestão concedida estão melhores que as rodovias sob gestão pública.

Os gráficos abaixo mostram o resultado da análise de 15 mil quilômetros de rodovias mineiras pavimentadas. No estudo da CNT foi analisada a qualidade do pavimento, sinalização e geometria das vias, confira:

Gráficos mostram como estão as rodovias mineiras – Crédito da imagem: CNT

Rodovias de baixa qualidade aumentam o risco de acidentes e demandam altos investimentos imediatos, seja para manutenção e restauração, seja, em casos mais críticos, para a reconstrução. Em comparação a média nacional, Minas Gerais está em uma situação ainda mais preocupante: 59% da malha rodoviária nacional são apontadas como regulares, ruins ou péssimas; em Minas, o valor é de 70%.

Além disso, o relatório aponta 21 pontos críticos em Minas Gerais, sendo três trechos com buracos grandes, uma queda de barreira e 17 erosões na pista. Para manutenção, reconstrução ou restauração das rodovias com problemas, a CNT informou que seriam necessários R$ 6,67 bilhões de reais a serem investidos em ações emergenciais.

O prejuízo gerado por acidentes nas estradas do estado chegou a R$ 1,26 bilhão no último ano, superando o valor dos investimentos.

Situação geral do Brasil

Na classificação geral do país, na qual foram analisados cerca de 108 mil quilômetros; 11,9% se encontram em estado ótimo, 29,1% das rodovias se encontram em estado bom, 34,6% em estado regular, 17,5% em situação ruim e 6,9% estão péssimas.

Segundo Vander Costa, presidente da CNT, o órgão vem alertando ano a ano sobre a urgência de ampliar os recursos para as rodovias brasileiras e melhorar a aplicação do orçamento disponível. Os resultados desta 23ª edição da Pesquisa de Rodovias evidenciam que os sucessivos alertas da Confederação não foram devidamente ouvidos.

“Observamos, em 2019, uma piora nas condições da malha pavimentada. A priorização do setor nas políticas públicas e a maior eficiência na gestão são imprescindíveis para reduzir os problemas, aumentar a segurança e evitar desperdícios. Toda a sociedade paga o preço da ineficiência da infraestrutura de transporte. Se a rodovia tem problemas, há mais consumo de combustível e maior desgaste dos veículos. Isso gera custos, que elevam o valor dos produtos. Além disso, há a questão dos acidentes rodoviários, que tiram vidas e oneram o Estado”, informou o presidente da CNT.

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