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sábado, 10 dezembro 2022

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O que é a Web 3.0 e como ela mudará a internet?

A tecnologia de comunicação parece ser o mercado com desenvolvimento mais rápido nas últimas décadas. E como passamos da web 1.0 para a web 2.0, naturalmente, já estamos caminhando para a web 3.0.

As pesquisas sobre comunicação de dados para redes de computadores começaram nos anos 60. Em 1974, o conceito básico da Internet, Transmission Control Protocol (TCP) e Internet Protocol (IP), foi definido por Vint Cerf, Yogen Dalal e Carl Sunshine.

Conceitos como Virtual Private Networks (VPNs) só surgiram décadas depois. Entretanto, hoje as VPNs grátis são a melhor escolha para muitos entusiastas que lutam por mais privacidade online e se tornou um dos primeiros passos em busca de uma web descentralizada como veremos a seguir.

Hoje em dia, a internet está no centro da civilização moderna. Ela fez com que a comunicação comum (e de negócios) chegasse a um nível inimaginável a décadas atrás. E, ao que parece, essa nem é sua forma final.

Como a Web 1.0 entra em cena

Na internet dos anos 90, o 1.0 entrou no campo de comunicação como ‘web somente para leitura’. Você só podia pesquisar sites e lê-los. Os sites foram construídos usando páginas HTML estáticas que só tinham a capacidade de exibir informações.

No início, você teria que passar por diretórios de sites. Somente a partir de 2000, você pôde fazer uso de alguns buscadores com funcionalidades básicas. Acredite ou não, a ‘era’ da web 1.0 é a época em que o Yahoo era o líder de mercado e o Google só sonhava em se tornar o próximo Yahoo.

Quando a web 2.0 começou?

Uma forma mais interativa da internet começou a se formar no final dos anos 90.

CSS não era algo tão popular no início dos anos 2000, então os desenvolvedores tiveram que escrever milhares de linhas de PHP, HTML, MySQL e JS para personalizar um pouco mais um site.

No entanto, quando a primeira versão do Adobe Flash foi lançada em 1996, revolucionou o design dos sites, permitindo que os desenvolvedores criassem vários sites que continham mídias complexas, como aplicativos da web, todos os tipos de jogos, vídeos e imagens.

À medida que mais e mais designers e desenvolvedores perceberam os benefícios dos padrões da Web, os sites HTML5 e CSS3 começaram a substituir os sites baseados em Flash.

Mas o aparecimento do Facebook em 2004 é o marco em que a transição da web 1.0 para a web 2.0 é bastante clara.

E as principais plataformas baseadas em conteúdo gerado pelo cliente, como Reddit (2005), Twitter (2006) e Youtube (2007), que apareceram depois, reforçaram para sempre a ‘web leia e escreva’.

Então agora, na web 2.0, criamos blogs, compartilhamos vídeos, escrevemos resenhas e fazemos pesquisas por voz. Além disso, usamos a internet em sua capacidade máxima a partir de um pequeno dispositivo móvel.

A definição da Web 3.0

Em 1999, Bernes-Lee veio com o conceito de uma ‘web semântica’ que deveria ser capaz de analisar todos os dados da internet, permitindo que as máquinas realizassem muitas tarefas sem intervenção humana.

No entanto, a denominação web 3.0 apareceu pela primeira vez em 2006. O termo foi introduzido por John Markoff do New York Times e se referia a uma suposta terceira geração de serviços baseados na Internet que coletivamente compreendem o que pode ser chamado de ‘Web inteligente’.

À medida que as plataformas da web de uso gratuito começaram a ocupar grande parte da publicidade na internet, os usuários começaram a temer cada vez mais por seus dados pessoais.

E à medida que o Blockchain e as criptomoedas surgiram, o desejo de descentralização cresceu. Portanto, a comunidade blockchain está visualizando uma web 3.0 que possui uma série de características, mas mais importante, é uma rede ponto a ponto descentralizada.

A ‘web descentralizada’ emprega o poder da tecnologia blockchain para dissolver a necessidade de operadores centralizados, trabalhando apenas com dados criptografados imutáveis.

Então, já estamos na Web 3.0?

As grandes empresas de tecnologia já estão implementando softwares capazes de analisar dados complexos e associar diversos parâmetros.

Mas, agora que a maioria das pessoas está acostumada a uma web muito social e interativa, questões sobre se mudamos completamente para a web 3.0 vêm surgindo há anos. No entanto, não há razão para acreditar que saímos da zona da web 2.0.

Portanto, a resposta para a pergunta é ‘ainda não’. A pesquisa de inteligência artificial ainda está para fornecer um produto que possa ser usado de forma eficiente na internet.

Atualmente, muitos aplicativos estão limitados a serem executados apenas em um sistema operacional (seja iOS, Android, Windows ou outros). E embora a VR esteja recebendo mais desenvolvimentos, ela ainda tem um longo caminho a percorrer antes de ser amplamente utilizada. No entanto, estamos bem próximos da web 3.0!

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