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Troca de comando na Petrobras acentua crise dos combustíveis

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Na manhã desta sexta-feira (01), um fato agravou ainda mais “a crise dos combustíveis” que o Brasil vem enfrentando nos últimos dias: o presidente da Petrobras, Pedro Pullen Parente, pediu demissão do cargo em caráter irrevogável e irretratável.

A notícia foi divulgada pela estatal em uma nota na qual ela afirmou que a nomeação de um CEO interino seria examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras ao longo do dia, enfatizando que a composição dos demais membros da diretoria executiva da companhia não sofreria qualquer alteração.

Confira um trecho retirado da carta de demissão enviada por Pedro Parente ao presidente Michel Temer:

“A greve dos caminhoneiros e suas graves consequências para a vida do País desencadearam um intenso e por vezes emocional debate sobre as origens dessa crise e colocaram a política de preços da Petrobras sob intenso questionamento. Poucos conseguem enxergar que ela reflete choques que alcançaram a economia global, com seus efeitos no País. Movimentos na cotação do petróleo e do câmbio elevaram os preços dos derivados, magnificaram as distorções de tributação no setor e levaram o governo a buscar alternativas para a solução da greve, definindo-se pela concessão de subvenção ao consumidor de diesel.

Tenho refletido muito sobre tudo o que aconteceu. Está claro, Sr. Presidente, que novas discussões serão necessárias. E, diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente. Sempre procurei demonstrar, em minha trajetória na vida pública que, acima de tudo, meu compromisso é com o bem público. Não tenho qualquer apego a cargos ou posições e não serei um empecilho para que essas alternativas sejam discutidas.

Sendo assim, por meio desta carta, apresento meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Petrobras, em caráter irrevogável e irretratável. Coloco-me à disposição para fazer a transição pelo período necessário para aquele que vier a me substituir.”

O pedido de demissão de Parente acontece em meio a desgastes e pressões sofridos por ele durante a greve dos petroleiros, que teve início nesta quarta-feira (30), em razão das críticas à política de preços de combustíveis adotadas pela Petrobras durante sua gestão.   A menos de um ano o preço da gasolina e do diesel comercializado nas refinarias dispararam mais de 50%, sendo um dos pontos mais criticados durante a greve caminhoneiros.

No fim da tarde, o Conselho de Administração da Petrobras anunciou a escolha do diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, como presidente interino da estatal.

Apesar do anuncio, o presidente Michel Temer disse a interlocutores que pode anunciar ainda nesta sexta-feira o nome definitivo para substituir Pedro Parente.

Confira aqui a carta de demissão enviada por Pedro Parente ao presidente Michel Temer na íntegra.

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