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Água consumida em bairro de Betim pode estar contaminada por rejeitos da barragem de Brumadinho

Moradores do bairro Citrolândia, em Betim, podem estar consumindo água contaminada por resíduos da barragem da Vale em Brumadinho, que se rompeu no início deste ano. Isso porque o abastecimento de água da região é proveniente do sistema de captação do Rio Paraopeba, que foi extremamente impactado pelo rompimento. Com isso, a qualidade da água pode estar comprometida.

As primeiras suspeitas de contaminação da água do bairro se deram quando os moradores começaram a relatar uma mudança no gosto desta, logo após a tragédia na mina Córrego do Feijão. Vale lembrar que para que a água esteja própria para consumo humano, ela não deve possuir cor, cheiro ou sabor.

O que fez a Vale

Uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em março de 2019, mostrou que a Vale visitou os moradores e recomendava que eles consumissem a água, mesmo sem garantias de que ela estava própria para a ingestão. Na ocasião, a defensora pública estadual, Carolina Morishita Ferreira, relatou que “as pessoas em sua simplicidade, falavam para o funcionário (da Vale) beber a água, para ele ver como o gosto estava estranho”.

Na ocasião, representantes das Defensorias Públicas Federal e Estadual, do Ministério Público Federal (MPF) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acusaram a Vale de procrastinar o pagamento de auxílios mensais aos atingidos e de iludir os moradores, fazendo-os consumir uma água com chances de estar contaminada.

Para debater o tema, a Comissão de Direitos Humanos da ALMG fará uma audiência pública nesta terça-feira (19), a pedido da deputada Beatriz Cerqueira (PT). A reunião será realizada no Salão Santa Virgínia, à Rua Miguel Pereira, 110, Bairro Colônia Santa Isabel, em Betim. Segundo a Assembleia, outras duas audiências da comissão, nesta semana, também vão tratar dos impactos do rompimento da barragem.

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