Barragens da Vale em Nova Lima e Ouro Preto saem de situação de emergência

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As barragens Área IX (Ouro Preto) e Capitão do Mato (Nova Lima), ambas em Minas Gerais, obtiveram a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva e tiveram o nível de emergência encerrado nesta semana, atestando a segurança das estruturas. Ao todo, 10 barragens da empresa deixaram o nível de emergência desde o início de 2022.

O avanço contínuo nas condições de segurança das barragens da Vale é resultado da evolução das medidas que vem sendo implementadas como, por exemplo, o novo sistema de gestão das estruturas de disposição de rejeitos da empresa, direcionado pelos aprendizados com o rompimento da barragem em Brumadinho e pelas melhores e mais rigorosas práticas como as definidas no Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM, em inglês).

Mais duas barragens da Vale saem de situação de emergência e têm segurança e estabilidade atestadas
A barragem Capitão do Mato é uma das 10 estruturas da Vale que saíram de situação de emergência desde 2022 - Foto: divulgação/Vale
Agora com DCE vigente, barragem Área IX, em Ouro Preto (MG) será descaracterizada até 2024
Agora com DCE vigente, barragem Área IX, em Ouro Preto (MG) será descaracterizada até 2024 – Foto: divulgação/Vale

Área IX – A barragem Área IX, localizada na mina Fábrica, em Ouro Preto (MG), passou por uma campanha de investigação geológica-geotécnica e recebeu instrumentação complementar para seu monitoramento, o que confirmou as condições de estabilidade do barramento e viabilizou a obtenção da DCE e a retirada de nível de emergência. A estrutura contém em torno de 768 mil m³ de rejeitos e é uma das 30 barragens a montante da empresa que fazem parte do Programa de Descaracterização da Vale. Desde 2019, 40% delas já foram eliminadas, o que equivale a 12 estruturas. A previsão de conclusão da descaracterização da barragem Área IX é 2024.

Capitão do Mato – A barragem Capitão do Mato está localizada na mina Capitão do Mato, em Nova Lima (MG), e contém aproximadamente 1,8 milhão de m³ de sedimentos. A região da ombreira direita (terreno natural) da estrutura recebeu obras de estabilização de taludes e melhorias de drenagem, o que resultou em condições satisfatórias de segurança e operação, com a consequente emissão da DCE. A estrutura foi construída pelo método de etapa única e está inativa desde 2019.

As ações foram devidamente comunicadas aos órgãos competentes, conforme as diretrizes estabelecidas no Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) das estruturas e na legislação vigente, incluindo a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) e a auditoria técnica que acompanha os trabalhos nas estruturas.

Leia também: Operações da Vale em Minas Gerais empregam em torno de 62 mil pessoas

Oito estruturas saíram de situação de emergência em 2022

Além de Área IX e Capitão do Mato, em 2022, outras oito estruturas da Vale tiveram o nível de emergência encerrado e obtiveram suas DCEs. Além disso, em dezembro do ano passado, a barragem B3/B4, localizada na mina Mar Azul, em Nova Lima (MG), saiu do alerta máximo de emergência, com a redução do seu nível de emergência de 3 para 2. O aumento da segurança aconteceu devido ao avanço da descaracterização da estrutura, que já teve mais de 60% do seu volume removido.

Prevenção, orientação e monitoramento

Com objetivo de desenvolver e fortalecer a cultura de prevenção nas comunidades onde atua, a Vale, em parceria e alinhamento com as Defesas Civis Estaduais e Municipais, cumpre um cronograma de testes de sirenes, seminários orientativos e exercícios simulados para orientar a população em caso de emergências envolvendo barragens.

A empresa já implementou 140 Planos de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBMs) em estruturas localizadas em Minas Gerais e no Pará, nas unidades de negócios Ferrosos e Metais Básicos no Brasil.

As principais barragens da Vale são monitoradas 24 horas por dia e 7 dias por semana pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMGs) da empresa, além de receberem inspeções regulares de equipes internas e externas, que agem prontamente quando são necessárias ações preventivas ou corretivas.

Mais informações sobre as iniciativas para aumentar a segurança das barragens e reforçar a cultura de prevenção nas comunidades podem ser conferidas na mais recente edição do Balanço Vale+, relatório sobre a atuação econômica, social e ambiental da empresa. Acesse em https://vale.com/pt/minas-gerais.

Fonte: Vale

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