Funcionários fazem paralisação e Lafaiete amanhece sem transporte coletivo

Conselheiro Lafaiete amanheceu nesta quarta-feira (29) sem transporte coletivo. Isso porque os funcionários da Presidente, empresa responsável pelo serviço, fizeram uma paralisação em protesto à viação, reivindicando pagamento de salários e plano de saúde.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários de Conselheiro Lafaiete, o vencimento para o pagamento dos salários era até o dia 5 de julho. E ainda, o adiantamento estava marcado para o dia 25 do mesmo mês, o que também não aconteceu.

Desde manhã os funcionários da Presidente estiveram na porta da empresa às margens da BR-040 e fizeram a manifestação de forma pacífica. Membros da diretoria da viação, representantes da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete e do sindicato que representa a categoria estiveram em reunião para encontrar uma solução viável para a situação.

Através de uma nota, a Prefeitura de Conselheiro Lafaiete disse que a paralisação não foi apoiada pelo sindicato. Por se tratar de um serviço essencial, é necessário que os funcionários da viação Presidente mantenham ao menos parte do serviço funcionando, como ocorre quando há aviso de greve, procedido de divulgação com 48h de antecedência.

O município também afirmou que a viação Presidente foi notificada extra-judicialmente pela administração municipal para que haja a retomada imediata do serviço de transporte coletivo em Conselheiro Lafaiete.

Até o momento desta publicação, a viação Presidente não se manifestou sobre o caso.

Confira a nota na integra:

Em decorrência da notícia de paralisação do transporte público na cidade, não comunicada oficialmente pela empresa ao Poder Público Municipal, o secretário de Defesa Social e o diretor do Departamento Municipal de Trânsito compareceram imediatamente à sede da empresa Viação Presidente a fim de buscar informações sobre a ocorrência.

Na oportunidade, foi realizada reunião com a presença do representante da empresa, Luiz Carlos Gomes Beato Sobrinho; do presidente do SINTRACOL, Ivanildo Abranches de Paiva na qual foi afirmado de forma categórica que a paralisação não foi incentivada pelo sindicato, nem tampouco tem seu apoio, razão pela qual não foram preenchidos os requisitos legais.

Representantes dos funcionários informaram que a paralisação buscava o pagamento, pela empresa, de verbas trabalhistas não pagas e em atraso há dois meses. Diante das informações e da gravidade da situação, o município, nesta mesma data de 29 de julho de 2020, notificou extrajudicialmente a empresa objetivando a retomada imediata dos serviços do transporte de passageiros, sob pena de tomada das medidas administrativas e judiciais cabíveis, visando evitar qualquer prejuízo aos munícipes e usuários do transporte.

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