De acordo com uma reportagem do jornal O Tempo, uma nova mina está prestes a entrar em operação na região metropolitana de Belo Horizonte, abrangendo os limites de Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Igarapé. Este empreendimento, que promete ser um dos mais sustentáveis em Minas Gerais, está aguardando a liberação da licença ambiental que se encontra na fase final de análise pelos órgãos estaduais. Prevê-se que essa licença seja concedida até o próximo mês, com o início das operações planejado para outubro. Um aspecto de destaque é a criação imediata de 2 mil oportunidades de trabalho.

A empresa responsável pelo projeto é a Mineração Morro do Ipê, que assegura que todas as atividades na mina Tico-Tico seguirão as diretrizes estabelecidas na Lei 14.066, de 2020, que instituiu a nova Política Nacional de Segurança das Barragens, banindo o uso de estruturas do tipo “a montante” – método anteriormente empregado pela Samarco, em Mariana, e pela Vale, em Brumadinho. Nessas instâncias, os diques de contenção eram sustentados pelo próprio rejeito depositado.

Esse tipo de estrutura mostrou-se catastrófico quando a barragem de Fundão, da Samarco, rompeu em 2015, resultando na perda de 19 vidas em Mariana e desencadeando danos ambientais significativos ao longo do Rio Doce. Em um cenário semelhante, a barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, rompeu em 2019, causando a morte de 270 pessoas em Brumadinho.

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Desde então, as regulamentações foram fortalecidas e tornaram-se mais rigorosas em relação às barragens. A Mineração Morro do Ipê já possui essas estruturas inativas e atualmente emprega um filtro-prensa na mina Ipê, um projeto da empresa operacional desde 2017. Esse equipamento permite a filtragem e acumulação dos resíduos de mineração sem a necessidade de barragens de rejeitos.

Cristiano Parreiras, diretor de Sustentabilidade da Mineração Morro do Ipê, esclarece que a Mineração Morro do Ipê possui três barragens de rejeitos e que todas estão estáveis, seguras e inativas. Ou seja, elas não recebem mais rejeitos. “Nós estamos, neste momento, iniciando o processo de descaracterização dessas estruturas, ou seja, elas vão deixar de funcionar como barragens”. A empresa já submeteu os projetos de descaracterização das barragens às autoridades competentes e aguarda apenas a aprovação para dar início ao processo.

Quando o projeto Tico-Tico for inaugurado, a produção de minério da Mineração Morro do Ipê quase triplicará. No projeto Tico-Tico, foi investido mais de R$ 1,3 bilhão. Desse montante, mais de 80% foram contratados com empresas mineiras. A partir do início das operações, a produção da empresa passará das atuais 3,5 milhões de toneladas para 9 milhões de toneladas por ano de um minério premium, que vai ser exportado para todo o mundo, confirma o diretor de Sustentabilidade da mineradora.

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