Na manhã desta segunda, 12 de janeiro, o Cruzeiro oficializou a renovação do seu principal nome na temporada passada, Kaio Jorge, com a camisa 19 da Raposa ele foi o destaque sendo artilheiro das duas competições nacionais, finalizando o ano com 26 gols e 9 assistências.
Fim da novela
Nos primeiros dias do ano, uma proposta vindo do Flamengo movimentou o mercado da bola mineiro, as tratativas iniciaram com uma proposta de 30 milhões de euros, livre de trocas. Na sequência, o Flamengo subiu a oferta para 32 milhões de euros (cerca de R$ 207 milhões), com o nome do atacante Everton Cebolinha envolvido.
A diretoria celeste descarou qualquer possibilidade de venda do atacante nesta janela de transferências. A manutenção do atleta foi uma das exigências imediatas do técnico Tite ao assumir o comando da equipe. Além do respaldo do treinador, o Cruzeiro está protegido por uma multa rescisória astronômica de 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 652 milhões).
Uma postura “cabulosa”
Kaio Jorge alcançou o que parecia impossível: em apenas uma temporada, devolveu ao Cruzeiro o trono da artilharia do Brasileirão, algo que o clube não via desde 1970. Ele não apenas joga; ele veste a responsabilidade com a mesma fluidez com que encontra o caminho do gol. No atual cenário, negociar sua saída para um concorrente direto por cifras abaixo do mercado seria mais que um erro estratégico, seria um verdadeiro ‘suicídio esportivo’ para as ambições da Raposa.
O jejum de artilheiros do Brasileirão que durava desde Tostão em 1970 não era apenas um número; era uma ferida na identidade de um clube conhecido por ter grandes craques. Kaio Jorge, ao marcar 21 gols no Brasileiro e 5 na Copa do Brasil, tornou-se o símbolo técnico dessa nova era. Mantê-lo é proteger o maior ativo técnico e emocional que a torcida ganhou nos últimos anos.