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Enamed: Cursos de Medicina da UFOP e UFMG atingem nota máxima na avaliação do MEC

Enamed: UFOP e UFMG atingem nota máxima em Medicina na avaliação do MEC

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ficaram entre as instituições com nota máxima no Enamed 2025, exame que avalia o nível de formação dos estudantes de medicina no Brasil e funciona como uma espécie de “termômetro” da qualidade do ensino na área. A análise dos resultados foi divulgada na última segunda-feira, 19 de janeiro, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Saúde (MS), com dados que envolvem cursos públicos e privados de todo o país.

O Enamed é uma modalidade do Enade específica para cursos de medicina e, além de medir o desempenho dos estudantes, também permite que a pontuação seja aproveitada nos processos seletivos de programas de residência médica. Ao apresentar os dados de 2025, o governo destacou que o exame avaliou 351 cursos de medicina. Desse total, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui instituições públicas federais e instituições privadas. Os demais são regulados por sistemas estaduais.

Os resultados individuais dos participantes já haviam sido divulgados no dia 12 de dezembro de 2025, enquanto a classificação dos candidatos segue as regras previstas no edital do Enare, o Exame Nacional de Residência. A nota final do Enare, segundo o cronograma informado, será divulgada em 21 de janeiro de 2026.

O que significa a nota máxima no Enamed

Na prática, o desempenho máximo no Enamed coloca UFOP e UFMG em posição de destaque em um cenário em que a qualidade dos cursos tem sido cada vez mais observada pelo poder público. A nota serve como indicador de que a formação oferecida por essas instituições atingiu o patamar mais alto entre os avaliados, em um exame que mede domínio técnico, conhecimentos essenciais e preparo para a prática médica.

O tema ganhou peso nacional porque o MEC e o Ministério da Saúde tratam o Enamed como uma ferramenta capaz de revelar onde a formação médica está funcionando bem e onde há gargalos graves que precisam de correção.

Maioria teve desempenho considerado satisfatório, mas 99 cursos ficaram abaixo

Segundo a análise divulgada, entre os 304 cursos de medicina das instituições públicas federais e privadas que participaram do exame, 204 (67,1%) alcançaram conceitos entre 3 e 5 no Enade, considerados satisfatórios. Por outro lado, 99 cursos (32%) obtiveram conceito nas faixas 1 e 2, o que indica que menos de 60% de seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado e, por isso, passarão por ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), do MEC.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o Enamed deve ser visto como um instrumento de diagnóstico, especialmente por envolver uma área de impacto direto na vida da população. Segundo ele, a preocupação é garantir que futuros médicos saiam das universidades com o nível de preparo necessário para atuar em hospitais, postos de saúde e UPAs.

Santana também chamou atenção para o desempenho dos cursos municipais, apontando que 85% deles foram considerados insatisfatórios. Ele destacou ainda que mais de 80% dos cursos de medicina do Brasil são oferecidos por instituições privadas, reforçando que o fato de haver mensalidade não pode ser desculpa para um ensino de baixa qualidade.

Quais cursos vão sofrer supervisão e quais medidas podem ser aplicadas

A supervisão anunciada pelo MEC se aplica aos cursos com conceitos 1 e 2, que pertencem a 93 instituições de educação superior. As medidas previstas seguem um modelo escalonado, de acordo com o percentual de concluintes considerados proficientes no exame.

Na faixa 1, oito cursos tiveram menos de 30% de concluintes proficientes e terão suspensão de ingresso, o que impede novas entradas. Outros 13 cursos, com proficiência entre 30% e 40%, terão redução de 50% da oferta de vagas.

Na faixa 2, 33 cursos que tiveram percentual de proficiência entre 40% e 50% sofrerão redução de 25% das vagas. Esses grupos também ficam impedidos de ampliar vagas e terão suspensa a participação no Fies e em outros programas federais.

Já os 45 cursos da faixa 2 que tiveram proficiência acima de 50% sofrerão apenas a proibição de aumento de vagas, sem aplicação imediata de outras medidas cautelares.

De acordo com o MEC, caberá à Seres notificar as instituições e instaurar processos administrativos, permitindo que as universidades e faculdades se manifestem no prazo de 30 dias e solicitem tempo para correção das deficiências. As medidas devem durar até a publicação do Conceito Enade 2026.

Balanço do exame aponta 89 mil avaliados e 75% com proficiência

O levantamento apresentado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostrou que o Enamed 2025 avaliou 89.024 estudantes e profissionais de medicina. No total, 75% dos participantes tiveram desempenho considerado proficiente.

Entre os 39.258 estudantes concluintes, 67% atingiram proficiência. Já no público geral, composto por 49.766 participantes, incluindo médicos já formados e inscritos no Enare, a taxa de proficiência foi de 81%.

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