Natália Deodato, do BBB22, é vítima de crime cibernético após ter vídeo íntimo vazado

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Designer de unha mineira que está participando do BBB22, Natália Deodato está sendo vítima de crime cibernético após um vídeo íntimo, contendo suas imagens, ser compartilhado nas redes sociais. 

Natália ainda não tem conhecimento do fato, pois está confinada com 16 pessoas dentro do reality. 

Natália Deodato, do BBB22, é vítima de crime cibernético após ter vídeo íntimo divulgado
Natália Deodato, participante do BBB 22 | Foto: reprodução/Gshow

Sua assessoria se manifestou sobre o caso nas redes sociais, demonstrando para o público seguidor da sister que já está informada sobre o “vazamento” do vídeo.

“Atenção! A equipe já está ciente das mídias que estão sendo compartilhadas e iremos tomar as medidas cabíveis. O compartilhamento desse conteúdo é um desrespeito a participante enquanto mulher e também a família dela. Isso é muito sério e nenhuma pessoa deveria passar por essa exposição. Pedimos que denunciem todas as publicações e também perfis que estão compartilhando. Precisamos derrubar esse conteúdo e precisamos da ajuda de vocês”, publicou a “adm” de Natália Deodato nas redes, na madrugada desta quarta-feira, 19.

Administradores das redes sociais de outros participantes do Big Brother Brasil 2022 também estão pedindo para que o público denuncie as contas que estão divulgando o vídeo íntimo de Natália. 

Até o momento os perfis que publicaram o “alerta” foram de: Jessilane Alves, Bruna Gonçalves, Luciano Estevan, Paulo André, Naiara Azevedo, Laís Caldas, Rodrigo Mussi, Lucas Bissoli, Bárbara Heck e Eslovânia Marques. 

A ex-BBB Lumena Aleluia e Sarah Andrade também aderiram a campanha para que o vídeo de Natália desapareça das redes.

Enquanto tinha a vida exposta aqui do lado de fora, Natália Deodato participava de uma prova, juntamente com o cearense Vyni, para tentar ganhar imunidade no jogo e R$ 10 mil em compras de uma das lojas patrocinadoras do programa. 

Entenda o crime 

O compartilhamento de imagens, podendo ser vídeos ou fotos, de nudez, atos sexuais ou pornografia de  uma pessoa, é configurado crime, se a pessoa em questão não tiver consentido tal divulgação. 

A primeira pessoa a divulgar a imagem é responsável pela divulgação, no entanto, quem recebe as imagens e repassa, via aplicativo de mensagem, por exemplo, se torna cúmplice do crime, podendo o ato resultar na pena de um a cinco anos em regime fechado, ou mais, dependendo da gravidade do crime.

Se a pessoa que repassar as imagens mantiver alguma relação íntima, afetuosa com a vítima, essa pena pode ser agravada, pois de acordo com a lei brasileira, neste caso o crime é entendido como “Revenge porn” (pornografia de vingança/revanche).

O crime é previsto no artigo 218, de uma lei ainda recente, a  Lei 13.718/2018, do Código penal, que diz:

“Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave.”

Com a expansão da tecnologia e das variadas mídias digitais, leis como esta precisam constantemente passar por modificações, para que as pessoas possam ter assegurado o direito à intimidade e dignidade da pessoa humana. 

Natália no BBB 22 

O nome de Natália foi bastante comentado na última terça-feira (18), não por causa do vídeo que ainda não havia sido divulgado, mas pela sua declaração sobre questões relacionadas à escravidão de pessoas negras no Brasil.

Em uma de suas conversas com pessoas dentro da casa, Natália afirmou:

“Eu sou preta, realmente tem a história que a gente veio como escravo. Por que? Porque a gente era forte. Por que a gente veio como escravo? Porque a gente era bom no que a gente fazia. Se colocasse uma outra pessoa para fazer aquilo [trabalho escravo], não conseguiria”.

Para muitos intelectuais, principalmente os de posicionamento político inclinado para a esquerda, a fala de Natália foi interpretada como ela estivesse “romantizando” a escravidão. 

Quando teve o seu nome divulgado como participante do Big Brother Brasil, a modelo recebeu críticas na internet pelo fato de seguir as redes sociais do presidente Jair Bolsonaro.

O programa que começou nessa segunda-feira, 17, tenta revelar ao país a personalidade de pessoas que a produção selecionou, pensando ser interessante, entretanto com a forte interferência da internet, muito ali não conseguem tempo para se expor em sua totalidade, é o caso da cantora Naiara Azevedo, “cancelada” antes mesmo de entrar no programa, e de Natália, que agora sofre um golpe baixíssimo. 

Como já mencionamos no começo deste artigo, Natália é uma modelo e designer de unha, que trabalha em um salão de beleza, que fica na capital Belo Horizonte, juntamente com a mãe.

Ela é de origem humilde, possui uma doença de pele chamada vitiligo e tenta ser influenciadora digital para ajudar outras pessoas que também sofrem com a doença, com suas questões de autoestima. 

Se Natália é uma pessoa boa ou ruim, o público ainda não conseguiu identificá-la. Uma coisa é fato, crime é crime, seja cibernético ou presencial e os responsáveis devem ser punidos. 

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