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Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) pela Genial/Quaest revela que a desaprovação do governo Lula ultrapassou 60% em seis estados brasileiros, incluindo Minas Gerais. O levantamento, que ouviu 10.438 pessoas em oito unidades da federação, indica que a percepção negativa do atual governo cresce principalmente devido a fatores econômicos, como o aumento do preço dos alimentos.
A rejeição ao governo federal também se destaca em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. Outro ponto relevante é a queda de 18 e 17 pontos percentuais na aprovação do governo na Bahia e em Pernambuco, respectivamente. Pela primeira vez desde o início do mandato, a avaliação negativa de Lula supera a positiva nesses dois estados.
O cenário reforça um alerta para o governo, que enfrenta desafios para reverter essa tendência. Apesar do crescimento da insatisfação, a pesquisa aponta que Lula ainda mantém vantagem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro no Nordeste, enquanto em São Paulo sua posição se torna mais frágil, especialmente quando comparado ao governador Tarcísio de Freitas.
Insatisfação econômica é principal fator para rejeição
O principal motivo para a desaprovação do governo, segundo o levantamento, é a percepção de deterioração econômica. Em Minas Gerais, por exemplo, 59% dos entrevistados acreditam que a economia piorou nos últimos meses. Esse sentimento se repete em todos os estados pesquisados, onde mais de 90% dos participantes apontaram a alta dos preços dos alimentos como um problema significativo.
A inflação dos itens básicos impacta diretamente o dia a dia da população, reduzindo o poder de compra e aumentando a pressão sobre o governo. O cenário econômico se reflete especialmente entre eleitores de classe média e baixa, que esperavam melhorias após a troca de governo, mas que agora manifestam frustração com os rumos da economia.
O desemprego e a dificuldade de acesso a crédito também aparecem como fatores que contribuem para a insatisfação. A pesquisa sugere que, para reverter essa tendência, o governo precisará apresentar medidas concretas que tenham impacto direto na vida da população, como políticas de geração de emprego e controle da inflação.
Desafios políticos para os próximos anos
Apesar da crescente rejeição, a pesquisa da Genial/Quaest indica que a desaprovação do governo não se traduz, neste momento, em uma derrota garantida nas urnas. Lula ainda mantém vantagem expressiva sobre Jair Bolsonaro na Bahia e em Pernambuco, estados historicamente favoráveis ao Partido dos Trabalhadores.
No entanto, o cenário se torna mais desafiador em São Paulo, onde a insatisfação cresce e a figura do governador Tarcísio de Freitas ganha força como potencial adversário em uma futura disputa presidencial. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, a situação do governo também é delicada, com queda na aprovação e aumento da rejeição.
Diante desse contexto, a principal questão que se impõe para o governo federal é como reverter essa tendência negativa e melhorar sua imagem junto ao eleitorado. Para isso, será necessário apresentar resultados concretos, especialmente na economia, que tem sido o fator determinante na avaliação da gestão.
A maioria dos entrevistados na pesquisa acredita que Lula precisa mudar a forma de governar nos próximos dois anos. Esse dado reforça a necessidade de ajustes estratégicos para evitar um desgaste ainda maior antes das eleições de 2026.