O programa Celular Seguro, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, vai incorporar uma nova funcionalidade para coibir o uso de celulares roubados e furtados. A novidade prevê o envio de mensagens automáticas via WhatsApp para aparelhos que forem ativados com novas linhas após serem bloqueados por roubo ou furto.
A tecnologia, baseada no rastreamento do código IMEI — identificador único de cada aparelho — permitirá identificar rapidamente se o celular foi alvo de crime. Caso um chip novo seja ativado no dispositivo, o usuário receberá um alerta direto: “Entregue o celular na delegacia mais próxima ou poderá responder por furto, roubo, receptação ou até associação criminosa.” A medida, adiantada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, deve ser anunciada oficialmente nos próximos dias.
Criado em dezembro de 2023, o Celular Seguro já conta com mais de 2,1 milhões de usuários e mais de 66 mil alertas registrados em todo o Brasil. A proposta do sistema é simples: ao registrar um alerta por perda, roubo ou furto, o usuário pode acionar o bloqueio imediato do aparelho, da linha telefônica e de contas digitais, como as de instituições bancárias parceiras.
Além disso, operadoras de telefonia e a Anatel realizam o bloqueio do chip e do próprio aparelho com base no número IMEI. O objetivo é impedir que criminosos acessem dados, clonem contas de WhatsApp e redes sociais ou utilizem os dispositivos para aplicar golpes.
Para aderir ao programa, é necessário baixar o aplicativo “Celular Seguro”, disponível nas lojas de aplicativos, e fazer login com a conta Gov.br. Após concordar com os termos de uso, o usuário deve cadastrar o(s) aparelho(s) e indicar pessoas de confiança — que poderão emitir alertas em caso de emergência.
A ação reforça o uso da tecnologia como aliada no enfrentamento aos crimes patrimoniais no Brasil. A expectativa do governo é de que a nova etapa do programa desestimule o mercado ilegal de celulares e aumente a devolução voluntária de aparelhos roubados.