Teste rápido aponta morte de mulher por coronavírus em Mariana

Uma mulher de 50 anos que morreu no Hospital Monsenhor Horta, localizado em Mariana, nessa segunda-feira (13), testou positivo para o coronavírus. O exame foi realizado através de teste rápido. A Secretaria de Saúde aguarda a confirmação da Fundação Ezequiel Dias (Funed) para então registrar oficialmente a segunda morte no município decorrente da Covid-19.

O óbito foi noticiado por Danilo Brito, secretário de Saúde, através de uma transmissão ao vivo realizada pelo Facebook oficial da Prefeitura. Na ocasião esteve presente também o prefeito Duarte Júnior.

Dos oito casos investigados em Mariana, há quatro pessoas internadas, entre eles um idoso de 83 anos. A mulher que morreu fazia tratamento oncológico.

Danilo Brito também informou que uma pessoa do meio dele e do prefeito testou positivo por teste rápido também na segunda-feira e disse que o caso está “sendo monitorado” e precisou ir para o isolamento.

Duarte Júnior iniciou a live dizendo à população que havia pensado na flexibilização do decreto de fechamento do comércio local e que entende as necessidades econômicas do município, no entanto, o prefeito se reuniu no começo da tarde com uma equipe técnica da Saúde, o que o fez ter maior clareza sobre a necessidade de continuar com o decreto vigente. “A equipe entendeu que não era o momento para a suspensão do decreto”, disse o Duarte Júnior.

O teste rápido para o coronavírus divide a opinião dos cientistas. Ele é vendido com a promessa de garantir 97,4% de eficácia no resultado, no entanto, de acordo com análises realizadas pelo laboratório de Virologia Molecular, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o teste tem 100% de eficácia no 16° dia em que os pacientes apresentaram os sintomas da doença, tendo 12% de eficácia entre os pacientes que estavam com um a cinco dias de sintomas, 29% no grupo com seis a dez dias. Entre 11 e 15 dias de sintomas, 75% dos pacientes foram diagnosticados com a doença.

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