Divagações de um dia vívido Categoria

Postado em janeiro 13, 2019De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido, Filosofia

Judite desejo

Após sair de uma palestra sobre filosofia e literatura, ela, dona de uma bela perspectiva no olhar onde as coisas todas se vertiam em apego enquanto durava, amava a vida assim como a morte. Olhava o brilho nos olhos da filósofa que falava grandiosa na frente da sala, os braços que iam acima e abaixo traçavam um imenso paralelo ao passo que diluía toda a vida em tanto e nada, em prosa e poesia, tudo se fundia, para o alívio de Judite que teve um ensejo de mais um pequenoLeia Mais
Os entes

Postado em setembro 25, 2018De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido

Os entes

Com o olhar estático e ilustre de tanta metafísica não vista quis correr e abraçar, a ponto de transformar em sua presa, uma paixão, o amor de algum rapaz. Já encharcado de tanto café o estômago ameaçava a doer a cada ligeiro movimento muscular do abdômen. Não ligava para nada disso, a vida doía. A leitura de romances o deixara efusivo, no entanto sentia-se douto em romances, não na prática, pois acreditava jamais ter amado ou se apaixonado perdidamente, afinal seus escassos relacionamentos pela falta de dinheiro não o possibilitavaLeia Mais
Sesta; Paul Gauguin. Taiti, 1893.

Postado em agosto 4, 2018De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido, Uncategorized

Os entes

Com o olhar estático e ilustre de tanta metafísica não vista quis correr e abraçar, a ponto de transformar em sua presa, uma paixão, o amor de algum rapaz. Já encharcado de tanto café o estômago ameaçava a doer a cada ligeiro movimento muscular do abdômen. Não ligava para nada disso, a vida doía. A leitura de romances o deixara efusivo, no entanto sentia-se douto em romances, não na prática, pois acreditava jamais ter amado ou se apaixonado perdidamente, afinal seus escassos relacionamentos pela falta de dinheiro não o possibilitavaLeia Mais
Orphée, 1950 de Jean Cocteau

Postado em junho 16, 2018De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido

Ensejo para necessária anedota

Depois de uma tarde com o rosto molhado de um bom e belo choro: tomar o vinho mais seco mais a amiga historiadora que se negava filósofa. Ao retornar desse bar mata a fome e lava as xícaras do café da tarde, café orgânico, café sincero. Nessa boca de madrugada há um gran grilo, bem grande, semelhante ao som de um… carro (esta associação que surge espontaneamente com aquilo que há). Alegra-se ao saber que na manhã vindoura tomará este café: o café do saco dourado importado de Espera Feliz.Leia Mais
Alta Cidadezinha

Postado em abril 26, 2018De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido

Alta Cidadezinha

O desejo de me retratar diante de Deus, existência: na busca da cura das neuroses e da perca do medo da decadência. Fumo e bebo com elegância do elefante drummondiano, para decair com sua firmeza. Da infância não temia que ela acabasse e secou. Uma flor ferida é meu peito quase inerte, “num mundo enfastiado que já não crê nos bichos e duvida das coisas”. A família hoje, já díspar do seu ser, a avó já fraca e solitária, ambas. Não possuem forte tradição e mesmo que somente eu queira,Leia Mais
PAIXÃO ESTETA

Postado em março 22, 2018De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido

PAIXÃO ESTETA

Por vezes se perde no voo das garças, se transforma nelas, transpõe grupo todo em um só e de cima observa o mundo grande. Força inerente nele, pois abarcar a vida tanto na vista quanto na emoção. Uma enchente o céu azul vem a ser. Irrompe para a alma desse ator no tempo cada ser-em-si, tudo emana seu algo único. Assim, o azul de céu são as cores e as formas, voltado para os que com ele querem sorrir com os olhos ou, simplesmente, pagam o prazer com o silêncioLeia Mais
O bem-estar social e a interioridade do indivíduo

Postado em fevereiro 22, 2018De César Henrique Lemos SantosEm Divagações de um dia vívido

O bem-estar social e a interioridade do indivíduo

Vez por outra nos pegamos a indagar sobre a vida, acredito nem tantas pessoas o fazem com frequência pelo tempo na modernidade que os consomem reduzindo-os a consumidores invés de vívidos pensadores, mas formidável seria para uma mente pensante saber acerca do seu modo de estar neste mundo. Anteontem por volta da meia noite, uma mulher na porta de sua casa, gorda, num banco de uns 40cm de altura, queixo sobre a mão numa posição quase de O Pensador me fez querer parar e prosear. Ela já de madura idadeLeia Mais