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Coluna | Governo Bolsonaro está empolgado com o novo Congresso

Após a eleição dos novos presidentes da Câmara e Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, o Palácio do Planalto se mostra confiante para aprovar as reformas.

Rodrigo Maia, eleito presidente da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre, eleito presidente do Senado – Foto: Sérgio Lima/Poder360

Os novos líderes do Congresso, ambos do partido Democrata (DEM), se mostram favoráveis à agenda do governo.

Nesta semana, o ministro da Justiça Sérgio Moro apresentou um pacote com duras medidas contra o crime organizado e de colarinho branco, à serem submetidas ao Congresso.

A expectativa do governo é que os novos parlamentares, eleitos levantando a bandeira de combate à corrupção, facilitarão a aprovação do projeto.

Alguns analistas, porém, afirmam que não será tão fácil a aprovação de todas estas medidas, já que muitos agentes políticos poderão ser diretamente atingidos.

O receio é que seja incluída uma anistia à crimes praticados no passado.

A equipe econômica, por sua vez, já tem articulado a proposta da reforma da Previdência. Nesta semana o ministro Paulo Guedes jantou com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli e se reuniu com o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia, para tratar do assunto.

Em entrevista coletiva nesta semana, Maia afirmou que caso a reforma de Previdência seja aprovada, tal como está, ainda neste ano, gerará um crescimento do país num ritmo de 6% ao ano, já a partir de 2020.

Além disso, Paulo Guedes afirma que a atual proposta projeta uma economia de R$1 trilhão nos próximos dez anos.

Contudo, as projeções parecem soar otimistas demais.

A proposta final, só deverá ser apresentada após o presidente da República receber alta do hospital, onde está internado desde o dia 27 de janeiro, e fazer as alterações que julgar necessárias.

Ao chegar no Congresso, ambas as casas poderão apresentar suas emendas e alterações e com certeza, o esboço final estará bem mais enxuto.

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