“Como pensar o futuro se o presente está comprometido?” diz reitora da UFMG

Por

A reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Goulart, deixou claro, no evento sobre o programa Futura-se, que não é momento de se falar em adesão à proposta deste, durante debate sobre o tema. Entretanto, no evento, Sandra reiterou que a prioridade agora é reverter o contingenciamento de recursos que está afetando a UFMG e demais universidades. “Como pensar o futuro se o presente está comprometido?” questionou ela, em fala ao site da UFMG. A análise sobre o Future-se foi apresentada no Campus Pampulha nesta última terça-feira (13).

O bloqueio orçamentário na UFMG chega a cerca de R$ 64,5 milhões, contabilizando 30% do orçamento da universidade. Deste modo, o corte de recursos pode comprometer inúmeras atividades desenvolvidas na universidade, como pesquisas científicas e o próprio ensino dentro das salas de aula.

“Estamos empenhados em reverter o bloqueio. Contamos com os parlamentares, a Andifes está trabalhando nesse sentido, e os demais reitores, também”, informou a reitora. “Não se constrói um país sem universidades. Não sairemos dessa crise se não houver investimento contínuo e sustentável nas nossas universidades, na educação, na ciência e na tecnologia”, pontuou a reitora ao site da universidade.

Future-se

O evento constitui o terceiro debate sobre o programa Future-se, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), que visa aumentar a autonomia das universidades federais. O programa propõe uma solução para que os dirigentes consigam prosseguir com as atividades que foram prejudicadas devido ao bloqueio orçamentário, anunciado pelo ministro da educação Abraham Weintraub, em abril deste ano.

Na prática, o Futura-se incentiva que as universidades captem recursos próprios para que consigam se manter. A proposta é uma alternativa do governo para financiar o ensino público, mas está em fase de consulta pública até o dia 15 de agosto. Isso significa que a iniciativa é apenas um projeto de lei, que poderá ter mudanças no texto original antes de ir para Câmara ou para Senado.

Deixe seu comentário

Postado em 14 de agosto de 2019