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“Como pode uma multidão cantar esse tipo de música?”, questiona crítico sobre música de Léo Santana

O instrumentista e produtor musical Rogerio Pinheiro fez severas críticas à nova música do cantor Léo Santana, “Eu Não Vivo Sem Ela”, popularmente conhecida como “Eu te Amo (palavrão)”.

Ao assistir os vídeos, Pinheiro ficou chocado em ver multidões e mais multidões cantando a música. A música alcançou além do público adulto, jovens, crianças e inclusive idosos. “‘Eu Não Vivo Sem Ela’ traz consigo a prova da degeneração musical e artística no nosso país, o empobrecimento musical fica nítido, quando escutamos tais composições num país rico na diversidade rítmica, cultural e poética, vemos cada vez mais frequentemente esse tipo de música enlatada tomar conta, da TV, das rádio, da internet e das mentes das pessoas. Como pode uma multidão cantar esse tipo de música?”

O crítico ainda relembra fatos importantes na construção da música brasileira, “Houve um tempo nesse país que quando se comprava um disco, nas capas vinha escrito ‘música é cultura’, se fosse nos dias atuais poderia perfeitamente vir escrito ‘música pode ser cultura’. Certamente com a chegada de mais um carnaval, eis aí nas passarelas essa obra prima do cantor Léo Santana, desfilando seu mau gosto, empobrecendo cada vez mais a cultura do nosso país. E lamentavelmente a mídia se coloca à disposição a dar divulgação desses conteúdos, claro, desde que tais produtoras se disponham a despejar milhares de reais para que esse ‘sucessos’ proliferem pelos quatro cantos do Brasil”.

“Não é novidade para ninguém que a indústria fonográfica tem como prioridade investir financeiramente em músicas descartáveis, isso ocorre principalmente pela rapidez de composição e também na gravação e distribuição desse produto. Temas irrelevantes, sem nexo e até mesmo com conteúdo chulo são prioridades para se confeccionar essas canções, um exemplo mais recente é a composição “Eu Não Vivo Sem Ela” do cantor Léo Santana. Tal música traz uma batida repetitiva e já exaustivamente usada pelo menos nos últimos 20 carnavais, a letra por sua vez não quer dizer muita coisa, ela exalta o amor a uma vida promiscua, que ele gentilmente chama de (palavrão)”, finaliza Rogerio.

O novo hit está concorrendo ao Troféu Bahia Folia, na categoria “Música do Carnaval”, confira a lista das músicas já foram premiadas na mesma categoria:

1994 – Olodum “Requebra”
1995 – Araketu “Araketu é Bom Demais”
1996 – Timbalada “Margarida Perfumada”
1997 – Daniela Mercury “Rapunzel”
1998 – Timbalada “Latinha”
1999 – Bom Balanço “Juliana”
2000 – Chiclete com Banana “Cabelo Raspadinho”
2001 – Braga Boys “Uma Bomba”
2002 – Ivete Sangalo “Festa”
2003 – Chiclete com Banana “Voa Voa”
2004 – Daniela Mercury “Maimbê Dandá”
2005 – Rapazolla “Coração”
2006 – Vixe Mainha “Café com Pão”
2007 – Asa de Águia “Quebra Aê”
2008 – Psirico “Mulher Brasileira (Toda Boa)”
2009 – Ivete Sangalo “Cadê Dalila”
2010 – Parangolé “Rebolation”
2011 – LevaNóiz “Liga da Justiça”
2012 – Banda Eva “Circulou”
2013 – Filhos de Jorge “Ziriguidum”
2014 – Psirico “Lepo Lepo”
2015 – Psirico “Tem Xenhenhem”
2016 – Banda Vingadora “Paredão Metralhadora”
2017 – Léo Santana “Santinha”
2018 – Psirico e Àttoxxá “Elas Gostam”
2019 – Parangolé “Abaixa que é Tiro”

Confira a nova música de Léo Santana ” Eu Não Vivo Sem Ela”:

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