Coronavírus: Mais de 600 pacientes que estavam sendo monitorados em Mariana tiveram alta

Seiscentos e vinte e um pacientes que estavam sendo monitoras pela Secretaria de Saúde de Mariana foram liberados pelo comitê após 14 dias em avaliação para o coronavírus. Essa notícia que pode trazer um pouco de esperança aos marianenses que vivem à sombra do novo vírus.

De acordo com o boletim epidemiológico da Prefeitura publicado nessa segunda-feira (4), na pequena e pacata cidade, 19 pessoas já testaram positivo para a Covid-19, sendo que uma delas foi a óbito. Dez pessoas se recuperaram da doença. Cinquenta e cinco casos foram descartados, enquanto que quatro pacientes que estão internados são avaliados sob controle do Sistema Único de Saúde (SUS) e aguardam o resultado do exame da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Além do óbito confirmado, Mariana investiga uma segunda morte pela doença, e, para que essa seja confirmada, a Prefeitura também aguarda o resultado dos exames laboratorial.

A maioria dos casos confirmados para o coronavírus na cidade histórica foram testados mediante teste rápido, sendo dezesseis confirmados por teste sorológico (rápido) e os demais por coleta de amostras de sangue que foram enviadas para serem examinadas na Funed.

Ainda há 200 pessoas sendo monitoradas pela Saúde de Mariana. Elas estão em isolamento e serão acompanhadas por 14 dias por se enquadrarem nos critérios pré-estabelecidos para a coleta de exame, mesmo procedimento pelo qual passaram as mais de 600 pessoas que foram liberadas.

A incubação do coronavírus no corpo humano pode durar até 14 dias, em outras palavras, dentro desse período de tempo é que a doença Covid-19, causada pelo vírus Sars-CoV-2 (coronavírus), pode se manifestar, seja de forma leve por meio de tosse, irritação na gargada, febre e falta de ar moderada, à evolução para a uma fase mais dramática da doença, a chamada, síndrome respiratória aguda grave (Srag), que, se associada a comorbidades ou até mesmo isoladamente, pode levar à morte.

A testagem para o coronavírus, quando realizada em larga escala, ou seja, em massa, é uma boa estratégia para conter a transmissão do coronavírus. Isso é o que pensa a especialista Leda Castilho, pesquisadora da Coppe-UFRJ. Além da testagem maciça ser indicada por especialista da área da saúde do Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita no método para proteger a população da pandemia.

O número de óbitos causados pelo coronavírus (COVID-19) chegou a 90 no estado de Minas Gerais nessa segunda-feira.

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