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Calmaria e Oasis

Que o barco do Cruzeiro vive um momento de grande turbulência não é segredo pra ninguém. Ondas de todos os lados (FIFA, Ministério Público, Policia e etc) vêm assolando o mesmo com grande veemência. Seus comandantes (ou seria melhor dizer piratas?) infelizmente o conduziram à esta tormenta.

Em meio a este agitado mar se encontra o torcedor cruzeirense, receoso quanto aos rumos que o clube pode tomar e apreensivo quanto aos danos que o barco vem sofrendo e ainda irá sofrer. Resistiria o barco a tamanha tormenta sem vir a pique? O naufrágio é inevitável? Encontraria o barco novamente um norte ou pelo menos um farol? Seria possível recolocá-lo na rota e expulsar os “piratas” sem que o barco sofra maiores prejuízos?  A bonança parece algo distante e difícil de ser alcançado. O futuro se apresenta sombrio, o presente já não vem sendo dos melhores.

O time, parte com a qual o torcedor mais se importa, estava mal. Sem vencer a 9 jogos e jogando bem abaixo do esperado; a água começara a entrar dentro do barco. Por sorte veio á parada para a Copa América e embora as turbulências externas continuassem o time pôde tentar se acertar.

De cara, na volta, um confronto que poderia arremessar de vez o barco contra as pedras causando um grande estrago, um clássico contra o maior rival valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil. Mas o Cruzeiro venceu e venceu bem, jogou da forma que o torcedor se acostumou a ver nos últimos anos, com paciência, bem postado, esperando o erro do adversário e sem sofrer sustos. Embora não traga a bonança uma vitória como esta trás um período de calmaria muito útil, necessário e agradável. Este período de calmaria pode ser longo ou bem curto, vai depender de como o time se saíra nos próximos confrontos, é preciso deixar a desconfortável zona de rebaixamento do brasileirão e garantir a classificação, que já esta bem encaminhada, na Copa do Brasil.

O time do Cruzeiro é a única coisa que pode trazer um pouco de calmaria ao torcedor em meio a um período tão conturbado, o time é bom e pode sim desempenhar este papel. O papel de ser a calmaria em meio a este mar de tormento e de ser o Oasis em meio a este árido, seco, podre e infrutífero deserto em que o clube foi colocado.

Como diria Adilson Batista: “vamos aguardar…”

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