Demagogia eleitoral: a gente vê por aqui

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De quatro em quatro anos temos eleições. Apesar da chamada “festa da democracia” estar abalada desde o fatídico golpe que derrubou a presidenta Dilma em 2016, é preciso que usemos o nosso poder de voto para mostrar como estamos indignados com os rumos do país, especialmente do legislativo!

A primeira forma de fazer isso é não votando em candidatos de partidos golpistas, em especial PSDB, PPS e DEM, principais responsáveis políticos pela maior crise institucional brasileira de todos os tempos!

A segunda forma é evitando dar sua cota de confiança a postulantes a deputado que, mesmo em outros partidos, votaram contra os trabalhadores (ou apoiaram os que assim agiram) em matérias de interesse público, como a terceirização irrestrita, a fatídica reforma trabalhista e, principalmente, a Emenda Constitucional 95 (EC95) que congela por vinte anos os investimentos em saúde, educação, ciência e tecnologia.

A terceira e última forma é pesquisar o histórico daquele que vai receber o seu voto. De onde ele é? Ele tem profissão? O que faz? Qual sua matriz ideológica, inclusiva ou exclusiva? Já é parlamentar? Qual sua declaração de bens?

Assim, seguindo estes passos, podemos diminuir enormemente o péssimo congresso nacional que temos não é mesmo? E, mais do que isso, podemos evitar as chamadas “demagogias eleitorais”. Você sabe o que é isso?

Chamamos de “demagogias eleitorais” as ações que muitos prefeitos e, principalmente, vereadores fazem em época de eleição. Escondendo sua verdadeira face oportunista, recebem dinheiro (e muito) para fazer campanha para forasteiros que nunca pisaram na cidade. De forma repugnante, a maior parte da classe política tem neste mecanismo uma rentável forma de se dar bem.

Pior que estas atitudes, típicas de pessoas de caráter duvidoso, é a ação de “vender um candidato falso”. Esta ação, nada mais é que repaginar uma figurinha conhecida, fazendo com que o eleitorado não se lembre dela. Isso pode ser feito mudando o cabelo, o nome, o número, mas em geral, tentam mesmo é fingir que o postulante a parlamentar é uma coisa que, na verdade, não é.

Como assim? Muito simples: escondem as matérias que o sujeito votou ou apoiou tentando fazer com que ele se passe por bom moço. Um bom exemplo é a EC95. O candidato defendeu parar de investir em saúde e educação e agora vem dizer que é defensor dessas pautas. Pura hipocrisia! Ele sabe muito bem que enquanto esta emenda constitucional vigorar o serviço público vai piorar cada vez mais, basta ir aos postos de saúde e comprovar isso vendo a falta de médicos ou de remédios!

Em época de eleição, é bom ficar de olho, pois está cheio de lobo em pele de cordeiro nas cidades da nossa região. Tem para todos os gostos: candidato golpista que votou para derrubar a presidenta Dilma sem provas, os que apoiaram a EC95, a terceirização, a reforma trabalhista, etc. Tem até alguns que são base de apoio do governo Temer falando mal dele como se o povo fosse bobo! Ridículos!

No dia sete de outubro, fique esperto, não eleja (ou reeleja) quem não tem compromisso com o povo, vamos usar o nosso voto para acabar com o golpe e mandar embora do congresso aqueles que nos traíram!

Até a próxima.

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Postado em 1 de setembro de 2018