Dia Mundial do Rock: o estilo continua mais vivo do que nunca

Nesta segunda-feira (13), se comemora o Dia Mundial do Rock. A data comemorativa surgiu a partir de uma ideia do cantor e ex-baterista do Gênesis, Phil Collins. Ele teve a iniciativa após, em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizar o Live Aid, que tinha shows simultâneos na Inglaterra, Filadélfia e nos Estados Unidos.

O evento era beneficente com o objetivo de melhorar a situação da fome na Etiópia. Atrações como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath chamaram a atenção do mundo através das transmissões da BBC.

Com o evento, Phil Collins quis que esse dia fosse batizado como o “Dia Mundial do Rock”, porém a adesão não foi um sucesso, tendo sido sacramentado apenas no Brasil.

De 1985 até aqui, o estilo passou por diversas transformações, tendo o estouro das bandas de Pop Rock, Ska, Hard Rock, Heavy Metal, Glam Metal e Trash Metal na década de 1980, passando por uma mistura do rock com a cultura hip hop e consolidando o Nu Metal na década de 1990 e uma mudança drástica a partir de 2000, com bandas Emo, um novo Punk Rock, mais Nu Metal e etc.

Muitas pessoas dizem que a partir da década de 2010 é que há um declínio rigoroso do rock, chegando a gerar falas como “o rock morreu”. Mas, ao contrário que muitos pensam, o estilo não está nem perto de morrer, houve uma transformação do mercado mainstream que migrou o gênero para o underground, de onde ele mesmo surgiu. A explosão de quase três décadas em ascendência fez com que houvesse a normalização desse tipo de música na evidência dos principais canais midiáticos.

Claro que o rock ingressa no mainstream muito antes da década de 1980, teve Little Richards e Elvis Presley em 1950, Rolling Stones, Beatles e Jimmi Hendrix em 1960, o estouro de Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, David Bowie e Pink Floyd e etc. Mas o que queremos chamar a atenção é para observar a movimentação do estilo com a evolução das tecnologias, já que é sabido por todos que as gravadoras deram uma ascendência de sucesso para essas bandas.

Os discos de vinis e os CDs acompanharam o crescimento do rock até os anos 2000, era uma ascendência majoritária do estilo durante mais de 60 anos. Na era da internet, a qual estamos hoje, há uma movimentação do gênero musical, pois as gravadoras sumiram e a produção independente cresceu de uma forma exponencial, assim como o campo do audiovisual e texto.

Mas o fim do rock está longe de acontecer, na verdade, está no campo do impossível, pois seu público é extremamente fiel e, mesmo que tardiamente, acompanha as bandas na cena independente. Com isso, indicaremos bandas que mostram que, ao contrário do que os conservadores pensam, tem muita produção nova que representa o estilo tão bem quanto os conjuntos antigos, que fizeram com que o gênero continuasse consolidado no mundo inteiro.

Greta Van Fleet

Formada em 2012, em Michgan nos Estado Unidos, o Greta Van Fleet é formado por quatro membros, sendo o vocalista Josh Kiszka e o guitarrista Jake Kiszka irmãos gêmeos. A banda traz um rock n’ roll no estilo dos anos 1970, com uma incrível semelhança com Led Zeppelin, mas também possui sua identidade. O grupo possui apenas dois EPs lançados em 2017, chamados “Black Smoke Rising e “From te Fires”, e um disco lançado em 2018, chamado “Arthem of the Peaceful Army”, que conquistou o primeiro Grammy do conjunto.

Arctic Monkeys

A banda britânica formada em 2002 é formada por quatro membros e tem um estilo mais para o lado indie. Com o seu hit “Do I Wanna Know”, lançado em 2013, a banda soma mais de 2 bilhões de visualizações, mas o grupo já tem produções muito antes disso. De 2006 até 2020 já foram seis discos lançados , mas o que estourou os ingleses foi realmente o álbum “A.M”, de 2013, que estreou em primeiro lugar nas paradas britânicas, vendendo 157 mil cópias só na primeira semana, e em sexto lugar nas paradas americanas, vendendo 42 mil cópias nos primeiros sete dias de venda.

Cage The Elephant

Outra banda norte-americana, que também tem o estilo mais puxado para o indie é outra que representa o rock com excelência. Com cinco integrantes, o Cage The Elephant tem cinco discos lançados, sendo o “Social Cue”, de 2019, tendo faturado um Grammy.

Ghost

A banda sueca é uma das mais entusiastas do rock nos tempos atuais. Com quatro discos vendidos, a banda já se consolidou na cena do gênero de forma mundial. O Ghost possui particularidades muito interessantes, pois as identidades dos membros da banda não são revelados, todos aparecem publicamente somente usando máscaras e mesmo tendo um som típico do psicodélico dos anos 1970, hard rock e doom metal, o grupo faz alusão ironica à religião católica tendo um “papa” como vocalista e tem letras de cunho satanista.

Far From Alaska

Para não dizer que faltou uma banda tupiniquim, trazemos uma banda de Natal, no Rio Grande do Norte, Far From Alaska. O grupo traz um som surpreendente misturando elementos do hard rock e heavy metal com sintetizadores e sons eletrônicos, algo moderno e que merece um grande reconhecimento no cenário da música brasileira. O conjunto tem dois discos “modHuman” de 2014 e “Unlikely”de 2017.

Royal Blood

A banda formada em 2013, em Brighton, na Inglaterra, é outra que possui particularidades inusitadas do rock n’ roll, pois são apenas dois integrantes, Mike Kerr no baixo, e vocal e Ben Thatcher na bateria. Apesar de ter apenas dois instrumentos, a dupla faz um som pesado misturando garage rock e blues. O grupo tem dois discos lançados, “Royal Blood”de 2014 e “How Did We Get So Dark?” de 2017, além de um EP lançado em 2017 intitulado “Out of the Black”.

Rival Sons

Formada em 2009 em Long Beach, Califórnia, nos EUA, o Rival Sons traz um som com elementos lá do início do rock, com elementos do folk, mas com muito peso e distorção na guitarra, além de uma voz estridente do vocalista Jay Buchanan. A banda possui seis discos e um EP que valem muito a pena conferir par aquem é fã do estilo.

Graveyard

Trouxemos mais uma indicação sueca, uma banda emblemática, com um som típico do verdadeiro e puro rock n’ roll. Graveyard surgiu em 2006, mas poderia ser comparado com qualquer banda gigante dos anos 1970, com cinco discos, o grupo é uma das melhores surpresas da cena nos últimos tempos.

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