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E segue a corrida eleitoral em Ouro Preto! | Pedro Peixe

Mais animada que a briga do Cruzeiro contra o rebaixamento, são as costuras políticas em Ouro Preto nas vésperas do ano eleitoral!

O mês de novembro seguiu tão animado quanto os dois anteriores, mas agora com novidades práticas. O atual gestor e candidato a reeleição, Júlio Pimenta (MDB), colocou suas cartas na mesa e fez uma grande e arriscada movimentação política com a ampliação de sua base de apoio.

Para isso, trouxe um de seus principais partidos de oposição, o PT, para o governo com robustas três secretarias: a Casa Civil, ocupada por um dos líderes da Ocupação Chico Rei e ex-vereador, Wanderlei Kuruzu; o Esporte com o músico e professor Breno; além da Agropecuária com o advogado e servidor municipal Yuri Assunção.

Sem dúvida o prefeito mostra que entrou no jogo e está arquitetando para tentar ganhar, pois de uma tacada só trouxe um de seus principais críticos para o governo (Kuruzu) e ainda colocou o município entre aquelas que vão receber empréstimo do governo estadual para obras de manutenção, no caso da cidade patrimônio mundial, a promessa é que o dinheiro será usado para obras de asfaltamento e pavimentação dos distritos.

Pensando na lógica oposicionista, a vinda do PT para a base de governo modifica bastante o cenário de pré-candidaturas, afinal de contas, com essa enorme participação no governo, fica difícil imaginar que o grupo petista tenha mesmo algum candidato, mesmo com um dos postulantes insistindo nisso nas redes sociais, não dá para levar a sério que não irão juntos do atual grupo de sustentação de J. Pimenta, ainda mais com três secretários que são candidatos a vereança.

Depois de quase três anos criticando e atacando o governo municipal, será fácil para o eleitorado entender o embarque do PT aos 45 minutos do segundo tempo na situação, deixando a oposição de lado?  Da mesma forma, será simples explicar para seus militantes, em especial os oriundos dos movimentos sociais que o principal responsável pelo fim da Ocupação Chico Rei agora é um aliado?

Enfim, essas são apenas algumas das perguntas que os “pimenteiros new generation” precisarão responder, bem como acerca de sua posição acerca do tal empréstimo estadual, já que historicamente esse partido se mostrou veementemente contrário a posturas desse tipo, não poupando a atual administração de variadas críticas ao longo de quase três anos.

Por outro lado, onde observamos o angelismo clássico, seus apoiadores na câmara estão de cabelo em pé, afinal a população dos distritos está pressionando pela aprovação do tal empréstimo, mas ao mesmo tempo sabem que essa votação será o carro chefe para a reeleição do atual prefeito, e aí? O que fazer? Será que vídeos lançados nas redes sociais tentando explicar fará algum efeito?

Já a clássica oposição leandrista bate firme, sem dar trégua! Reunião após reunião da câmara criticam veementemente o atual governo, mas a verdade é que seguem isolados. Só terão chance mesmo de barrar o empréstimo se conseguirem garantir que os angelistas se posicionem contrários e votem juntos, o que é muito difícil já que esse grupo ainda não definiu sua posição acerca da matéria.

Se pelo centro e pela direita a coisa está embolada, pela esquerda, com a entrada do PT no governo de forma oficial, só ficou o PCdoB e alguns movimentos sociais apartidários fora do governo de forma oficial. Para os comunistas, que possuem pré-candidatura própria, sem dúvida causa surpresa a atitude petista, mas ao mesmo tempo coloca o nome de Tuian Cerqueira como o único postulante a prefeito verdadeiramente de esquerda, o que tende a contribuir sobremaneira para o debate de cidades.

O próximo ano tende a apresentar diversas surpresas ainda, mas é inegável que no xadrez da política, quem parece encerrar o ano dando um xeque nos adversários é atual prefeito e candidato à reeleição Júlio Pimenta. Resta saber se tal ousadia dará ou não certo, afinal sabemos bem que os novos aliados não são tão confiáveis assim, basta relembrar um pouco do passado…

Até a próxima.

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