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“O Amigo do Rei”: entra em cartaz filme que retrata o rompimento da Barragem de Fundão

A exibição da obra cinematográfica acontece às 21h20, no Cine Belas Artes, em Belo Horizonte

Nessa quarta-feira (7), acontece a pré-estréia do filme “O Inimigo do Rei”, com produção de André D’élia. O longa-metragem retrata o rompimento da Barragem de Fundão, que devastou o distrito de Mariana, Bento Rodrigues. A exibição da obra cinematográfica acontece às 21h20, no Cine Belas Artes, em Belo Horizonte.

Além da exibição do longa, um debate será feito com participação de Apolo Heringer Lisboa, ambientalista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e também do próprio diretor do filme, André D’élia.

Começado a ser produzido cinco meses após a tragédia, o filme mescla um pouco de documentário com a ficção. O diretor buscou trazer um pouco dos bastidores do crime, criando personagens para ilustrar a relação íntima entre a mineração e a política. A ideia é trazer a negligência das empresas mineradores Vale, Samarco e BHP, junto dos deputados federais, do governador do estado, Fernando Pimentel (PT), e da presidente da República, Dilma Roussef (PT).  E também, trouxe registros das famílias que foram atingidas pela lama, perdendo todos os bens de valor material e sentimental.

A produção audiovisual conta com a participação dos atores Rafael Golombek, João Signorelli e Tony Giusti no elenco, e estará em cartaz do dia 8 até 14 de agosto, com possibilidade de extensão, caso haja grande público em sua audiência. Para comprar seu ingresso, acesse www.belasartescine.com.br/filme/o-amigo-do-rei.

Assista o trailer:

Rompimento da Barragem

O rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, aconteceu no dia 15 de novembro de 2015. A tragédia é considerada o maior desastre ambiental da história do Brasil. Os rejeitos do minério, junto à lama, atingiram o Rio Doce, que tem uma área de drenagem com cerca de 86.715 quilômetros quadrados, sendo 86% em Minas Gerais e o restante no Espírito Santo, abrangendo 230 cidades que o utilizam como subsistência. Além disso, o crime ambiental, de responsabilidade da mineradora Vale, deixou 19 mortos.

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