Especialistas divulgam causa do rompimento da barragem em Brumadinho

NEWSLETTTER

RECEBA O NOSSO BOLETIM DE NOTÍCIAS DIARIAMENTE
Digite seu Nome:

Digite seu E-mail:

Escolha o tipo e/ou às localidades que você deseja receber notícias -

Destaques

Transporte e mensalidade escolar devem ser pagos durante a quarentena?

Uma questão importante tem afligido muitos pais pelo Brasil. Com o isolamento social, muitas pessoas estão deixando de trabalhar,...

Ouro Branco tem dois óbitos em investigação por coronavírus

A Prefeitura de Ouro Branco informou nesta segunda-feira (6), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que há dois...

Qual a mais bonita? Relembre as camisas do Atlético na década e vote na sua favorita

Sempre que começa uma temporada nova há uma expectativa sobre as novidades no elenco, qual o time titular e...

Prefeitura de Jeceaba confirma primeiro caso de coronavírus no município

Foi confirmado oficialmente, nesta segunda-feira (6), pela Prefeitura de Jeceaba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, o primeiro...

Ovos de páscoa: conheça o trabalho de produtos feitos à mão

Época de semana santa, junto da páscoa, traz muitas celebrações religiosas e um comércio voltado, principalmente, para os chocolates....

A Vale contratou um escritório de especialistas que constatou a causa do rompimento da Barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O laudo, divulgado nesta quinta-feira (12), confirmou que o material sólido passou por uma “liquefação”.

E ainda, no documento divulgado os especialistas também afirmam que não houve qualquer explosão ou detonação nos momentos prévios do rompimento. No relatório foi diagnosticado como “perda de resistência significativa e repentina” e que os rejeitos da barragem apresentavam “comportamento frágil”, o que quer dizer que o fluxo de água do material exerceu uma força que anulou o peso e a aderência de suas partículas, fazendo com que elas ficassem soltas.

O estudo utilizou imagens de satélite para medir os volumes de antes e depois do rompimento da barragem e determinar quanto de rejeito havia sido despejado. O resultado apontou que 9,7 milhões m³ de rejeitos vazaram no rompimento, o que corresponde a cerca de 75% de todo o material.

A Barragem B1 da Mina Córrego do Feijão se rompeu em 25 de janeiro e trouxe 270 vítimas. São 257 mortes confirmadas e 13 desaparecidos até o momento. Esta é a maior operação de busca e salvamento da história do Brasil, somando quase 11 meses de trabalho.

O relatório ainda apontou vários gatilhos que podem ter contribuído para a desestabilização da barragem. São eles:

  • Carregamento rápido, como construção ou lançamento de rejeitos;
  • Carregamento cíclico rápido, como sismos ou detonações;
  • Carga por fadiga, como detonações repetidas;
  • Descarregamento, como aumento dos níveis de água no solo e movimentos, como dentro da fundação ou devido à presença de camadas fracas;
  • Erosão interna e/ou “piping”;
  • Interação humana;
  • Perda localizada de resistência devido ao fluxo de nascentes subterrâneas;
  • Perda de sucção e resistência em zonas não-saturadas acima do nível da água;
  • “Creep” (deformações específicas que se desenvolvem com o tempo sob carga constante).

 

- Advertisement -