Governo Lula não quer acatar o novo Ensino Médio e o novo ENEM

por Marcos de Carvalho

Muito se discute acerca do Novo Ensino Médio e do Novo Enem e existem aqueles que são pró a mudança enquanto outros que não a desejam, por se tratar de uma questão que poderá dificultar as entradas nas Universidades Federais. O novo Ensino Médio está sendo implementado aos poucos, no qual a Lei nº 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Assim, as estruturas do Ensino Médio são alteradas, de modo que o tempo mínimo do estudante seja alterado de 800 horas para 1000 horas anuais. Além disso, é definido também um novo quadro curricular, mais flexível, afim de que o aluno possa ter a escolha de áreas definitivas, que correspondem às áreas que ele almeja.

Governo Lula não quer acatar o novo Ensino Médio e o novo ENEM
Foto: Unsplash

Então, conforme a nova mudança, outra discussão também foi levantada à tona, que diz respeito a mudança da forma de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, o qual é cabível de duas provas em dois finais de semana. As provas são aplicadas com todas as áreas do conhecimento. No primeiro dia ocorrem as provas de Humanas e de Linguagens, além da presente parte de redação, com algum tema correspondente às problemáticas da contemporaneidade. No segundo dia, existe a prova dos conhecimentos relacionado à ciência da natureza e à matemática. O formato dessa prova é democrático, pelo fato de abranger questões do tempo atual e questões de intepretação, além de medir a qualidade conforme o Ensino Médio atual.

Sendo assim, a polêmica está em jogo, pois segundo muitos dos alunos que prestarão o ENEM, a mudança de praticidade da prova pode prejudicar muitas pessoas. Um dos motivos relacionados está no que diz respeito às novas questões serem também discursivas, o que exige mais do conhecimento dos alunos. Tal discussão também reflete na configuração do ensino público nos dias de hoje, por talvez não corresponder a uma prova de tal nível. De acordo com algumas informações divulgadas nas mídias e nas redes sociais, o governo atual, de Lula, promete não prosseguir com essa mudança, o que alivia muitos corações ansiosos pela prova. Assim, o Enem continuará sendo aplicado da mesma forma cotidiana, com as suas áreas do conhecimento e a prova de marcação, além da prova de Redação. As provas estão com previsão de acontecerem no final do ano, no mês de novembro.

O Enem é o principal meio de acesso às universidades federais do Brasil. Dessa maneira, outras formas de incentivá-lo podem garantir muitos diplomas aos que desejam se formar em um curso superior.

O novo Ensino médio foi proposto no ano de 2017, pelo então presidente Michel Temer. Uma portaria deverá ser publicada em breve, no que se refere a um interrupção do prazo de implementação do Novo Ensino Médio. Vale salientar que o próprio Ministro da Educação, Camilo Santana, propiciou-se contra as reformas do Novo Ensino Médio. Sendo assim, pelo motivo de essa nova função estar em tona por Lei, o Governo Lula busca, em primeiro instante, suspender o novo ensino médio, já que prerrogativas como essa, precisam de aprovação no Congresso Nacional.

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