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Hãnnn

– “Vai mudar de novo a seleção”

– “Tem que mexer, tem que mexer!”

– “Fernandinho”

– “Hãnn?”

– …

Este pequeno diálogo que ocorreu durante a transmissão do jogo entre Brasil e Venezuela na ultima terça- feira (18), chamou a atenção dos telespectadores e acabou ganhando grande repercussão nas mídias sociais, muito pelo fato cômico causado pela reação espontânea do narrador frente à informação que acabava de receber, que provavelmente o surpreendeu negativamente, como também a grande maioria que acompanhava a transmissão.

Destaco porém o mesmo aqui não no intuito cômico, mas porque acredito que a reação do narrador represente bem o momento da seleção brasileira de futebol e principalmente do seu treinador.  A seleção brasileira e seu comandante Tite vivem um momento que pode ser definido, muito bem, com esta pequena expressão: “Hãn”

Tite que chegou à Copa do Mundo, como disse há pouco tempo em um dos meus textos, “surfando na crista da onda” e sendo praticamente unanimidade, começou a se perder durante a copa e se perdeu completamente neste período pós-Copa.

Os jogos da seleção brasileira pós-Copa, todos eles, merecem um “Hãn”, a seleção não conseguiu mais apresentar o futebol que chegou a nos empolgar durante as eliminatórias, à exceção  do jogo contra Honduras, que não vale de parâmetro e nem sabemos pra que aconteceu, o mesmo inclusive merece um grande “HÃNN?”

A convocação de Tite para a Copa América, suas justificativas, suas coletivas cheias de termos complexos e até inventivos, seu posicionamento frente às situações polêmicas envolvendo seu principal craque e etc, tudo isto merece um “hãn”.

As atuações da seleção nos dois jogos desta Copa América foram bem abaixo da expectativa, começando com a dificuldade em abrir o placar frente à frágil seleção da Bolívia, incapaz de oferecer qualquer perigo à seleção brasileira, mesmo assim Tite não abriu mão dos dois volantes voltados mais a marcação que escalou para este jogo. Teve a sorte de abrir o placar logo no começo do segundo tempo em um pênalti assinalado com a ajuda do Var, o que facilitou para que o Brasil fizesse mais dois gols, que acabou salvando o placar, mas não a ruim atuação do time. Destaque apenas para a atuação do garoto Cebolinha, que demorou a entrar na partida, o que também credencia o treinador a merecer mais um “Hãn”.

Contra a Venezuela o Brasil voltou a encontrar as mesmas dificuldades e a repetir os mesmos erros, porém desta vez não conseguiu mexer no placar, até mexeu por três vezes, ambas anuladas pelo Var. Apresentando um futebol muito burocrático e sem muitas variações, o Brasil, com exceção dos lances anulados por irregularidades, finalizou apenas uma vez ao gol da Venezuela. Faltava inspiração, faltava criação, faltavam lances mais agudos, faltava chegar na linha de fundo, usar os externos do campo, faltava concluir o gol, mas o treinador optou por trocar um volante por outro, o que causou a reação presente no diálogo citado no início do texto. Além disso, repetiu as mesmas alterações dos últimos jogos sem mudar em nada a característica do time e seu posicionamento em campo, demorou, mais uma vez, a colocar em campo o ousado Cebolinha, ainda por cima o colocou jogando pelo lado errado do campo a princípio, quando, porém, o colocou na posição correta, o mesmo ainda conseguiu incendiar um pouco a partida, que acabou ficando mesmo no 0 a 0.

Concluindo, tudo isto que foi citado deixa claro o motivo da reação do narrador ser tão apropriada para o momento da seleção e principalmente do técnico Tite.

Mudando de assunto, outra coisa que merece um grande e sonoro “HÂNNN” são os valores dos ingressos nesta Copa América. Faltou muito bom senso e noção aos responsáveis.

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