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Minas Gerais registra 125 mortes por dengue em 2019; números crescem

O estado pode passar por mais um ano epidêmico, com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Foram registrados até o momento 466.796 casos prováveis de dengue no estado, acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES). Minas Gerais viveu três grandes epidemias de dengue, em 2010, 2013 e 2016. Os números de 2019 já ultrapassam os dados de 2010 e 2013, configurando as chances de ser mais um ano epidêmico. Até o momento, neste ano, foram confirmados 125 óbitos em 39 municípios; e 121 óbitos permanecem em investigação.

Em Belo Horizonte foram 49 óbitos confirmados, Uberlândia, 23 e Patos de Minas, 14 óbitos. O restante está distribuído nas demais cidades mineiras. Das 125 mortes provocadas pelo vírus e confirmadas até agora, o idosos representam 49% do total, de acordo com boletim epidemiológico da SES. As mulheres também foram as mais atingidas: 73 acometeram mulheres e 52 casos foram de homens.

Regiões Afetadas

Ainda segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, a região do Triângulo Mineiro e o Norte de Minas concentram uma incidência muito alta de casos prováveis de dengue por município: cerca de 500 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. Há uma predominância de casos prováveis de dengue na faixa etária de 20 a 34 anos. Vale lembrar que casos prováveis são os casos confirmados e suspeitos, com base no início dos sintomas.

Também foram registrados 2.636 casos prováveis de Febre chikungunya em 2019, mas somente um óbito foi confirmado, no município de Patos de Minas. A Febre chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Além disso, foram registrados 910 casos prováveis de zika, sendo 261 em gestantes. Deste modo, o estado está em situação de alerta para o aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes.

Prevenção das doenças

O único modo de se prevenir a dengue é combatendo o mosquito Aedes aegypti. Para isso, é preciso manter os locais limpos e se atentar ao acúmulo de água em locais abertos, evitando assim a proliferação do mosquito. Mantenha lajes, ralos, garrafas, piscinas, calhas, baldes, vasos de planta, caixas d’água e outros objetos que acumulam água limpos, e de preferência secos.

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