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quarta-feira, 29 junho 2022
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Carro da Saneouro é incendiado no bairro Pocinho, em Ouro Preto

Um carro da Saneouro foi queimado no bairro Pocinho, em Ouro Preto, na última terça-feira, 28 de setembro. A Saneouro informou que não houve vítimas e lamentou o ocorrido: “Qualquer tipo de violência e um ato criminoso, como esse, deve ser repudiado por toda a sociedade”, disse a empresa, em nota.

Segundo publicação da página do Comitê Sanitário de Defesa Popular de Ouro Preto, Mariana e região, no Facebook, o ato é fruto de revolta da população contra os altos preços da tarifa de água que serão cobrados na cidade.

Veja o vídeo do incêndio:

Vídeo: Reprodução/Comitê Sanitário de Defesa Popular de Ouro Preto, Mariana e região

O carro incendiado é um Uno. Veja fotos do veículo após o incêndio publicadas na página do Comitê:

Na nota, a concessionária também comunicou que a identificação dos autores do incêndio estão sob responsabilidade do serviço de inteligência da polícia.

A redação do Mais Minas entrou em contato com a Polícia Militar, que informou apenas que o fato foi devidamente registrado e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil para a devida investigação.

“Fora Saneouro”

Desde que a Saneouro começou a entregar as simulações das tarifas de água nas casas de Ouro Preto, uma mobilização popular de grandes proporções começou a realizar uma série de ações pedindo a saída da empresa do município.

Além de vários protestos pela cidade, a Praça Tiradentes, localizada no centro da cidade, está ocupada há mais de 60 dias por membros da Ocupação Chico Rei, que carrega faixas escritas “Fora Saneouro”.

Na Câmara Municipal, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada para investigar a concessão da água em Ouro Preto. Até o momento, foram feitas 19 reuniões, com 16 oitivas, incluindo a do ex-prefeito, Júlio Pimenta, que era o gestor da cidade no momento da assinatura do contrato com a Saneouro.

A Saneouro tinha a expectativa de que a porcentagem mínima de imóveis “hidrometados” para começar efetivamente a cobrança, que é de 90%, fosse alcançada neste mês. Enquanto isso, uma parte da população alega que não tem condições de pagar tal conta — disponibilidade para a tarifa social é de apenas 5% e não comporta todo o público carente — e estão com diversas ações para tirar a empresa da cidade.

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