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terça-feira, 31 janeiro 2023

Clima de faroeste nas reuniões da Câmara de Ouro Preto é motivado pela rejeição ao governo de Angelo Oswaldo

Já não é incomum presenciarmos vereadores da Câmara de Ouro Preto socarem microfones na mesa após terminarem suas falas, jogar papel e pastas de forma ríspida, troca de acusações entre si sem o mínimo de preocupação com o decoro parlamentar e, por fim, independentemente de serem base ou oposição, fazerem duras críticas ao governo municipal.

Com a falsa promessa de tirar a Saneouro de Ouro Preto, muitos vereadores já entendem que o governo de Angelo Oswaldo é um governo falido com longo e amargo prazo de validade, e o que resta ao prefeito da sua base na Câmara é ter votos a seu favor em projetos do seu interesse, e só. De resto, é crítica em cima de críticas, todas sempre num tom de alta indignação.

Muitos legisladores perceberam que o mínimo de vinculação ao governo significa morte eleitoral em 2024 tendo a população recebendo mensalmente cartas de cobrança da Saneouro, que também podem ser entendidas como “acabou de chegar a lembrança mensal que Angelo Oswaldo te enganou”, ao mesmo tempo que esses vereadores não abrem mão dos benefícios de aproveitarem a máquina pública sendo da base. Ou seja, vivem um grande dilema de morrerem abraçados com o prefeito e arriscar na velha política de favores políticos ao seu nicho eleitoral, que, lembrando, também paga a conta da Saneouro, ou viram oposição de vez e perdem a máquina pública já tendo um vereador ocupando esse espaço há muito mais tempo.

Como ficar sempre no embate com vereador Júlio Gori tem o colocado em destaque em todas as reuniões da Câmara, a troca de farpas agora acontece entre os próprios vereadores da base, e as reuniões da Câmara seguem com um verdadeiro clima de faroeste

* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar a posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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