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Decisão sobre carnaval em Ouro Preto será tomada em janeiro, diz secretário de Governo

A polêmica da realização do carnaval em Ouro Preto ganhou mais um capítulo, mas ainda não houve uma definição.

Rômulo Soares 23 de novembro de 2021 às 19:15
Tempo de leitura
4 min
Foto: Mais Minas
Foto: Mais Minas

Após o anúncio do prefeito Angelo Oswaldo (PV), junto da secretária de Turismo de Ouro Preto, Margareth Monteiro, de que haverá o carnaval na cidade histórica em 2022, muitas pessoas se manifestaram indignadas com a decisão, não se sentindo seguras para um evento de tamanha magnitude. O vereador Júlio Gori (PSC) chegou a apresentar uma Representação, que foi aprovada pela Câmara Municipal, pedindo informações de infectologistas e demais especialistas sobre qual seria a segurança de realizar as festas carnavalescas, tradicionais no município ouro-pretano.

Com isso, na noite desta terça-feira, 23 de novembro, durante a 80ª reunião ordinária da Câmara de Ouro Preto, o secretário de Governo, Felipe Guerra, disse que a decisão de realizar o carnaval na cidade histórica no ano que vem será tomada somente em janeiro, pela Secretaria de Saúde do Município.


“A palavra do prefeito sobre o carnaval é: quem decidirá se haverá o carnaval ou não em Ouro Preto será a Secretaria de Saúde, em janeiro, quando fará toda a análise do Minas Consciente, da situação nacional e estadual. Então, não é a Secretaria de Turismo nem a Cultura, é a Secretaria de Saúde que vai tomar essa decisão com muita calma e tranquilidade, sempre preservando primeiramente a saúde e a vida dos ouro-pretanos e depois uma retomada segura da atividade turística”, disse Felipe Guerra na Câmara Municipal.

Secretaria de Saúde decidirá, em janeiro, se haverá carnaval em Ouro Preto, diz secretário de Governo
Foto: Reprodução / CMOP

Em contato com o Mais Minas, a Secretaria de Saúde de Ouro Preto declarou que ainda é cedo para saber se é seguro promover algum evento de grande aglomeração na cidade. No entanto, nota-se que ao longo dos últimos dois meses, como consequência da boa campanha de vacinação que tem sido promovida, há uma baixa de novos casos e baixa internação, e que as pessoas têm se reunido em bares, sítios e casa de amigos e familiares.

“Aglomerações com publico de todos os cantos do Brasil ainda é um risco haja vista o percentual de imunizados com primeira e segunda dose não ser o recomendado pelas autoridades sanitárias e também cenário mundial, especialmente Europa”, disse a Secretaria de Saúde de Ouro Preto, através de comunicado.

A pasta também não descarta a hipótese de novas ondas de infecção e que o fim da pandemia ainda é incerto. “A imunização mundial ainda é baixa e por conta disso todo o resto do mundo fica suscetível a novos picos especialmente por conta das mutações do vírus”, explicou.

O Boletim Epidemiológico mais recente divulgado pela Prefeitura Municipal nessa segunda-feira, 22 de novembro, oito novos casos de Covid-19 foram confirmados em Ouro Preto, totalizando em 6.523 casos. Desses, 6.471 se recuperaram e 132 morreram. A cidade histórica ainda tem cinco pacientes infectados internados, sendo apenas um do município. A taxa de ocupação de leitos ouro-pretanos é, atualmente, de 25%.

De acordo com o “vacinômetro” da Secretaria de Estado de Saúde, 70.197 pessoas foram vacinadas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, 61.700 com a segunda, 3.817 com a terceira e 5.725 com a dose de reforço, em Ouro Preto. Assim, 92.78% da população ouro-pretana está parcialmente imunizada contra a doença e 86,59% recebeu a imunização completa.

Controle da Covid-19

A Secretaria de Saúde explicou que nunca se tem um controle epidemiológico do novo coronavírus, mas, com ações estratégicas, conseguiu-se mitigar o avanço da doença. Porém, acredita-se mundialmente que será preciso conviver com a Covid-19 da mesma forma que se convive com o vírus da influenza (gripe).

“Hoje podemos viabilizar a redução de novos casos e redução de internação por conta das vacinas e demais medidas não farmacológicas: a vacinação é a estratégia mais eficaz de enfrentamento a pandemia, mas medidas não farmacológicas devem continuar acontecendo como o uso de máscaras e higienização das mãos e superfícies”, esclareceu a Secretaria de Saúde de Ouro Preto.

Por fim, a pasta também salientou que um outro elemento importante para o combate à pandemia é que há uma experiência, hoje, em como conduzir os serviços de saúde. A própria estrutura do SUS foi toda readequada para o enfretamento desta pandemia, em Ouro Preto, e ao, mesmo tempo, a secretaria afirma que o comportamento da população que é essencial para adotar as medidas de segurança.

ATENÇÃO: Ao copiar uma matéria do Mais Minas, ou parte dela, não se esqueça de incluir o link para a notícia original.