O que você procura?
Renova banner


Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item
Story Item

Ouro Preto: tentativa de hidrometração pela Saneouro no bairro Pocinho vira caso de polícia

Este foi a terceira vez que a polícia teve que ser acionada por conta de impedimento de hidrometração em Ouro Preto.

Rômulo Soares 11 de novembro de 2021 às 19:45
Tempo de leitura
4 min
Polícia foi até o local e um boletim de ocorrência foi registrado - Foto: Comitê Sanitário de Defesa Popular de Ouro Preto, Mariana e Região
Polícia foi até o local e um boletim de ocorrência foi registrado - Foto: Comitê Sanitário de Defesa Popular de Ouro Preto, Mariana e Região

Mais um problema entre moradores e a Saneouro aconteceu em Ouro Preto. No bairro Pocinho, na última terça-feira, 9, populares impediram os funcionários da empresa de instalarem hidrômetros nas casas da comunidade.

De acordo com uma pessoa que não quis se identificar, mas que esteve no local, os funcionários da empresa haviam começado a hidrometrar uma rua, até que alguns moradores se reuniram e pediram para que os trabalhadores da Saneouro se retirassem, pois a comunidade não aceitaria a instalação dos hidrômetros.


Ainda segundo relatos populares que estavam presentes no local, os funcionários saíram da rua, mas foram para outro ponto do bairro para realizar a hidrometração na tentativa de enganar os moradores. Assim, a empresa foi impedida novamente e, de acordo com as testemunhas, um funcionário da Saneouro chegou até a ameaçar os moradores de “cortá-los na bala”.

Dessa forma, a empresa chamou a polícia. Segundo os relatos de uma pessoa do Comitê Sanitário de Defesa Popular de Ouro Preto, Mariana e Região, que estava no local, os policiais “agiram com truculência” contra os membros do movimento.

Por fim, a empresa teve que sair do bairro, mas foi feito um Boletim de Ocorrência, assim como aconteceu em Rodrigo Silva. “O Comitê Sanitário de Defesa Popular alerta para o risco de que a empresa, com ajuda da polícia, esteja preparando criminalização de lideranças de bairros e membros do movimento”, disse um membro do comitê.

Este foi o terceiro B.O. que a Polícia Militar (PMMG) fez devido ao impedimento da hidrometração em bairros de Ouro Preto. O mesmo aconteceu em Rodrigo Silva e na Vila Aparecida. Nos três lugares foram recolhidos nomes de lideranças de bairro e do Comitê, segundo um membro do movimento contra a Saneouro.

O Mais Minas teve acesso ao histórico da ocorrência, registrado pela polícia. Foram dois acionamentos para atendimento, ambos de ameaça, um feito pela Saneouro e outro por uma moradora insatisfeita com as ações da empresa próximo à sua casa.

Consta no documento que uma senhora e um adolescente, de 17 anos, questionaram as ações da empresa e se indispuseram à hidrometração. Ambos alegaram que os funcionários da Saneouro lhes fizeram ameaças de corte de água. No registro da ocorrência, feito pela polícia, consta que eles disseram que um funcionário da empresa teria ameaçado “enchê-los de bala”.

O funcionário, por sua vez, informou que os funcionários estavam a serviço da Saneouro e foram hostilizados por alguns moradores. Ele alegou, segundo o registro da ocorrência, que em um determinado momento, um morador teria ameaçado a estimular o seu cachorro pit bull contra os funcionários da empresa e, por isso, acionaram a polícia.

Com a chegada de outros dois representantes da Saneouro no local, foi determinado, por prudência, que a equipe de hidrometração realizasse os trabalhos em outro local.

Durante a coleta de informações para a confecção do relatório, após a saída da empresa do local, um membro do Comitê Popular interrompeu as tratativas, tentando fazer com que os populares não contribuíssem com a ação policial, segundo o documento. Assim, os policiais pediram a sua identidade e o motivo da interrupção do procedimento policial. Ele respondeu que os militares sabiam quem ele era e que fazia parte do movimento “Fora Saneouro”, portanto, não iria fornecer dados sobre a sua identidade, com a alegação de que a polícia tinha o intuito de criminalizar o movimento.

Diante disso, ele foi advertido da possibilidade de ser preso e, assim, o membro do movimento “Fora Saneouro” forneceu seus dados pessoais e foi devidamente qualificado, já que ele está presente em todos os locais de manifestação contrária a hidrometração e exerce um trabalho aparente de coordenação do movimento, segundo o registro da ocorrência.

A reportagem do Mais Minas entrou em contato com a Saneouro, porém, até o momento desta publicação, não houve resposta. Segundo a diretora administrativa e financeira da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (ARISB-MG), Gleice Nascimento Guimarães, a empresa espera ter 90% da cidade hidrometrada neste mês de novembro e, assim, iniciar as cobranças das tarifas de água, de fato. Além disso, ainda de acordo com Gleice, o reajuste tarifário de 21,83% deverá ser aplicado em dezembro.

ATENÇÃO: Ao copiar uma matéria do Mais Minas, ou parte dela, não se esqueça de incluir o link para a notícia original.

Última atualização em 11 de novembro de 2021 às 19:53