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quarta-feira, 7 dezembro 2022

Renova Excursão

Posto em Ouro Preto tem fila e paralisação dos tanqueiros preocupa

No posto das Lajes, na rua Conselheiro Quintiliano, em Ouro Preto, foi registrado uma grande fila de carros na noite desta quinta-feira, 21 de outubro. O motivo é a falta de gasolina por conta da paralisação dos tanqueiros em Minas Gerais.

Veja o vídeo:

Vídeo: Ane Souz

Também foi registrado fila em posto na Av. do Andradas, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, devido à ameaça de desabastecimento.

Motoristas de caminhões que transportam combustíveis – os tanqueiros –  iniciaram uma greve e pararam de rodar na madrugada desta quinta-feira em Minas Gerais. De acordo com o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTaque-MG), cerca de 80% dos caminhoneiros estão parados.

A paralisação se trata de um ato de protesto contra o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis em Minas e os altos custos dos combustíveis praticados pela Petrobras. Dois caixões, simbolizando a “morte do frete”, foram colocados na entrada da BR Distribuidora. O movimento também está sendo realizado no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O Governo de Minas ainda não disse quando vai se reunir com os manifestantes, mas lembrou que no último dia 13, a Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que estabelece um valor fixo para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis em todo o país. 

Os governos estaduais já se posicionaram contra a mudança e afirmam que ela representaria perda anual de R$ 32 bilhões em arrecadação, R$ 3,6 bilhões só em Minas Gerais. 

“Essa redução também terá impacto direto nos cofres dos 853 municípios mineiros, uma vez que 25% (R$ 900 milhões) são destinados às prefeituras. Importante ressaltar que esses recursos são essenciais para o funcionamento dos serviços públicos necessários para toda a população”, declarou o Governo de Minas Gerais, por meio de nota. 

Mais uma vez, o governo de Minas reforçou que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis devem-se à política de preços praticada pela Petrobras, e não ao ICMS. 

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