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Minas Gerais tem aumento de 77% nos focos de incêndio

Rodolpho Bohrer
Rodolpho Bohrerhttps://maisminas.org
Sócio proprietário e fundador do Mais Minas, além de graduando de Engenharia de Controle e Automação e Jornalismo. É redator de cidades, tecnologia e política.

Esse é um momento em que a discussão sobre as queimadas nas matas, principalmente na Amazônia, está em evidência e o tema já atingiu proporções mundiais. Em Minas Gerais, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) demonstram que houve um aumento de 77% nos focos de incêndio em relação ao mesmo período do ano passado.

O monitoramento, que é realizado com a ajuda do satélite e utiliza imagens de baixa e média resolução espacial, indica que de janeiro a agosto foram 2.919 casos, sendo que somente nesse mês os registros chegaram a 1.181.

Segundo o Corpo de Bombeiros, esses números são ainda maiores. De janeiro a julho foram 8.928 incêndios em vegetação e boa parte deles, 1.891 casos, se concentraram na região metropolitana de Belo Horizonte e 818 na capital.

Olhando a situação do estado, segundo dados dos bombeiros, o aumento foi de 31,18% em relação ao ano anterior. Apesar do percentual nesse caso ser menor, se olhar os números absolutos, ele é mais preocupante devido à grande quantidade de ocorrências.

A diferença entre os dados dos Inpe e do Corpo de Bombeiros se deve pelo fato dos satélites só conseguirem observar área com mais 30 metros por um metro e que atingem temperaturas superiores a 47 graus Celsius. Já os bombeiros combatem incêndios em áreas que são menores que essas dimensões, por isso possuem mais registros.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os meses de agosto e setembro são períodos mais críticos e podem agravar a situação. Com o aumento do calor e a falta de chuvas, os focos de incêndio devem diminuir, porém, as áreas que sofrem com queimadas devem aumentar.

As maiores causas são por conta da baixa umidade do ar, altas temperaturas, vegetação seca e a interferência do homem.

A prevenção dos focos de incêndio

Nem sempre as queimadas são criminosas, nesse caso fica um pouco mais difícil de evitá-la, principalmente em estação seca quando a mata pode pegar fogo com facilidade.

O Corpo de Bombeiros, muitas vezes, não consegue atender a todas as ocorrências devido à grande quantidade ocorrendo simultaneamente e a um número restrito de pessoas para atuar nesse combate.

Para combater os focos de incêndio é preciso que toda a população adote algumas medidas como o evitar o desmatamento, não jogar bituca de cigarro na beira da estrada, não deixar lixo na mata, pois ele pode ser o foco da queimada, capinar e limpar áreas que tenham mato (mas não sejam de floresta) e ficar atento a incêndios propositais.

Em áreas particulares, os proprietários podem se prevenir contratando um seguro ambiental. Apesar dele não ser muito conhecido, permite a indenização quando ocorrer danos a terceiros e ao meio ambiente.

Muitos desses cuidados podem ajudar a reduzir esses números e ajudar a preservar o meio ambiente, entretanto é preciso que haja uma ação conjunta. Se medidas não forem adotadas, a tendência é que os focos de incêndio aumentem a cada ano.

*Por Jeniffer Elaina, da Smartia Seguros

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