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Parte de uma casa desaba após deslizamento de terra em Ouro Preto

Casa se encontra em situação de risco e proprietária não tem para onde ir com os filhos

Parte da estrutura de uma casa desabou na rua Eliza Gramigna Ferrari, no bairro Água Limpa, em Ouro Preto (MG), após fortes chuvas causarem um deslizamento de terra no local. O deslizamento começou no dia 5 de janeiro, e no último domingo (19), a Defesa Civil isolou o local com faixas e solicitou à remoção dos moradores da residência.

A reportagem do Mais Minas esteve no local e conversou com a proprietária do imóvel, Mônica Freitas, de 38 anos, consultora de vendas, que mora com seus três filhos que possuem 13, 17 e 20 anos. Segundo ela, o desabamento aconteceu “por causa da chuva e uma rede fluvial que passa no terreno do vizinho que capta água das demais casas que vem do asfalto que é rede da Prefeitura”.

Mônica também relatou sobre as dificuldades sociais que o deslizamento traz para sua família, pois embora a Defesa Civil a tenha pedido para sair de sua residência, não lhe foi oferecida nenhuma solução por parte do poder público. “A Defesa Civil esteve lá e pediu para a assistência fazer a remoção da minha família, que no caso seria eu e meus filhos, mas até hoje não me deram solução, e eu estou no mesmo local que, segundo a Defesa Civil disse, não posso ficar, Não saí de lá porque não tenho condições de pagar aluguel”.

Chuvas causam estragos em Ouro Preto.
Crédito da foto: arquivo pessoal

A consultora de vendas recebeu a visita do Secretário de Obras, Paulo César Morais, que segundo ela, “a informou que é preciso esperar a chuva passar para mexer no local” e que até então o secretário “é o único que está dando apoio”.

No local onde houve o deslizamento, a terra já está obstruindo a via e impossibilitando a passagem de pedestres, e os que desobedecem a sinalização da Defesa Civil e ultrapassam a faixa correm o risco de se ferir.

Sobre as previsões de fortes chuvas para esta sexta-feira (24), a dona do imóvel diz sentir medo: “Sinto que vai descer mais e mais, porque a defesa disse que vai”. Ela aguarda uma solução tendo em vista que não tem para onde ir com os seus filhos e ainda não possui o nome incluso no programa de aluguel social oferecido pelo município.

Embora seja um pouco escondida, a rua Eliza Gramigna Ferrari é uma via importante para a cidade, pois ela dá acesso aos moradores do bairro São Cristóvão, Avenida Padre Rolim e da Rua São Miguel Arcanjo ao centro de Ouro Preto. Há muito tempo os trabalhadores, estudantes e todo o tipo de público vêm sofrendo com a negligência dos órgãos públicos com o local, que é uma ladeira bastante ingrime.

“Essa rua nossa sempre foi esquecida, não tem um corrimão pra pessoa subi ou descer segurando, a rua é muito escorregadia, e sempre tem um que cai e se machuca aqui, sempre cobramos melhorias e nada foi feito” encerra Mônica.

Rua interditada em Ouro Preto.
Crédito da foto: Elis Bohrer/Mais Minas

Segundo Charles Murta, geólogo da Defesa Civil de Ouro Preto, o local está sendo visualmente monitorado, pois não há estrutura em termos de equipamentos para monitoramento à distância. Ainda de acordo com Charles: “trata-se de um pequeno movimento de terra que estava sob monitoramento, estávamos aguardando para saber se iria ter uma movimentação maior, e que com as previsões de chuvas há indício de que pode acontecer coisa maior”.

Em Ouro Preto, atualmente, há 313 setores de rico, com aproximadamente 6.500 pessoas morando em situação de risco no município. A cidade conta com oito agentes da Devesa Civil, sendo cinco de campo. Esses agentes atendem às demandas de Ouro Preto e seus distritos.

A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria Municipal de Obras de Ouro Preto, mas não houve atendimento.

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