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Por que o Atlético fecha tanto os olhos para suas categorias de base?

O Atlético repete os fracassos de 2018 e abre questionamentos sobre seus elencos. Altamente criticado pela torcida, a gestão de Sérgio Sette Câmara tem cometido grandes equívocos em sua proposta de ‘austeridade’ para acertar as contas do Galo durante seus quatro anos de mandato. Entretanto, diversas contratações não fazem muito sentido seguindo a lógica de não gastar tanto e fortalecer a economia do clube.

No início do ano, o Atlético se via em uma necessidade gigante de contratar zagueiros. Com isso, não mediu esforços e trouxe o Réver, que atuava no Flamengo, e Igor Rabello, do Botafogo. Somando o salário apenas dos dois jogadores, somam-se quase R$ 1 milhão em salários. E ainda, o valor da contratação de Igor, para ter 70% dos direitos econômicos do jogador foi de mais de R$ 14 milhões.

E ainda em 2018, o atacante colombiano de 27 anos Yimmi Chará veio ao Atlético como a contratação mais cara da história do clube, somando R$ 27 milhões. O que faz ainda menos sentido, para uma gestão de austeridade. Somando os salários de Chará, Réver e Igor Rabello são mais de R$ 1,5 milhão ao mês.

Trazendo apenas alguns destes valores gastos na atual gestão do presidente Sérgio Sette Câmara, pode-se perceber que o nível de gastos do clube não teve uma redução significativa. Mas o pior é que o faturamento do clube é de valor muito baixo, não ganhando títulos e nem vendendo jogadores, o Atlético possui renda anual apenas de bilheterias, venda de camisas, direitos de imagem, patrocínio e fases eliminatórias de torneios nacionais e internacionais.

Por que o Atlético fecha tanto os olhos para suas categorias de base?
Crédito da foto: Bruno Cantini/Atlético

O mais incoerente ainda é o fato de 13 jogadores das categorias de base alvinegras estarem sendo convocados para a Seleção Brasileira em suas respectivas categorias. A última contratação do Atlético foi do goleiro Wilson, de 35 anos, reserva do Coritiba, time que disputa a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, para substituir Victor, lesionado. Enquanto isso, o próprio goleiro titular Cleiton é convocado para a Seleção Sub-20 e Cristian para o Sub-17.

Continuando, são cerca de R$ 20 milhões gastos na dupla de zagueiros, que há 14 rodadas vem sendo vazada no Campeonato, e, mensalmente, o clube paga o salário de quase R$ 1 milhão por mês. Enquanto isso, Leo Simoni é convocado para a Seleção Sub-17. Ainda há o caso inexplicável de Patric na lateral-direita, recebendo R$ 270 mil por mês e com atuações muito ruins, e ao decorrer disso, João Henrique é convocado para a Seleção Sub-17.

E para finalizar, o técnico Rodrigo Santana insistiu tanto em Ricardo Oliveira, mesmo passando mais de dois meses sem fazer gol, e apenas em dois jogos, a jovem promessa Alerrandro, que teve uma boa temporada até a parada da Copa América, foi sacado do time titular. E ainda, o atacante Felipe é convocado para a Seleção Brasileira Sub-17, e outro, Guilherme é convocado para a Seleção Sub-18.

A questão levantada é por causa dos gastos muito altos em jogadores que não trouxeram resultados e que já estão na fase final de carreira, ou seja, não há como lucrar com a venda destes atletas. Já que a gestão era de austeridade, Sette Câmara, junto do diretor de futebol Rui Costa, deveriam pensar mais em suas crias da base. O resultado poderia ser comprometido, mas já não está vindo de qualquer forma, e ainda, o destaque destas jovens promessas podem render em vendas e fortalecimento econômico do clube.

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