Preço da gasolina sobe após mudanças na qualidade

Entra em vigor, nesta segunda-feira (3), a nova resolução estabelecida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) para que produtores de combustíveis aprimorem a qualidade da gasolina brasileira. Com as novas especificações, a tendência é que o preço do combustível sofra reajuste, mas, em contra-partida, se todas as novas normas forem seguidas, o combustível terá maior rendimento, ou seja, o carro vai andar mais usando menos quantidade de combustível, o que diminuirá também a emissão de gases que poluem o ar.

As refinarias terão até 60 dias para se adequarem a resolução da ANP, e essas alterações devem chegar até o consumidor no mês de outubro, já que os postos tem até 90 dias para renovar o estoque da gasolina.

A expectativa é de que além da gasolina possuir uma qualidade superior, se aproximando do nível europeu, a nova resolução dificulte fraudes.

O que muda na gasolina?

Massa

O que mais favorece o consumidor quanto a nova gasolina é a massa. Agora, foi estabelecido que o valor mínimo de massa específica (ME) seja de 715 kg/m³, o que significa menos consumo e mais energia aos veículos. O primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, o que significa mais energia e menos consumo.

Temperatura de Destilação

As empresas que produzem gasolina devem confeccionar combustíveis cuja a temperatura de destilação seja de no mínimo 50% (T50) para gasolina A, de 77 Cº. O padrão de destilação influencia diretamente no desempenho e aquecimento do motor.

Octonagem

A quantidade de octágonos na gasolina brasileira deve subir de 87 para 92. Quer dizer, quando a temperatura do veículo aumentar, o combustível será mais resistente à queima. Essa especificação conhecida como RON já é usada em países europeus. No Brasil, antes era usado o padrão MON. Em 2022, a quantidade de octágonos na gasolina brasileira vai subir para 93, apresentando um maior desempenho do combustível para o veículo.

Que a nova gasolina será positiva para os veículos é fato, só resta aguardarmos para saber se as empresas responsáveis pela sua fabricação de fato adotarão a nova resolução.

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