Professores grevistas da rede pública de Belo Horizonte não terão salário cortado

A Prefeitura de Belo Horizonte não cortará o salário dos professores da rede municipal que fizeram greve de 21 dias antes da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) interromper o ano letivo. O poder executivo da capital mineira havia decidido pelo corte no pagamento dos servidores por considerar a paralisação ilegal, mas o prefeito da cidade, Alexandre Kalil decidiu não aplicar a sanção, por, segundo a PBH, este ser um momento de união, se referindo às dificuldades causadas pelo coronavírus.

Além disso, a PBH também anunciou que um novo calendário escolar será elaborado para buscar minimizar as perdas causadas pela paralisação das atividades escolares. Até então, dos 200 dias letivos existentes no calendário inicial, mais de 30 já foram perdidos por causa da greve e do nmovo coronavírus.

Após o encerramento da greve e sujeitos as medidas punitivas, os servidores da educação que aderiram ao movimento, lançaram a campanha  “Kalil, lutar não é crime! Retire as punições sobre os trabalhadores!”, o que parece ter surtido efeito.

Greve

A reivindicação principal dos servidores era que o piso salarial nacional, reajustado em 12,84% neste ano, seja cumprido e aplicado para todos os níveis de carreira da educação. Os grevistas não concordaram com a política da prefeitura de dar o reajuste salarial para apenas os funcionários nos níveis mais baixos da carreira. Tal prática representa a quebra da carreira dos trabalhadores em educação em vigor desde 1995.

Por sua vez, a Prefeitura de Belo Horizonte declarou que paga valores acima do piso nacional do magistério para os níveis de ingresso e que o reajuste de 12,84% é somente obrigatórios aos municípios que pagam abaixo desse piso.

Após muita polêmica, o caso foi parar na Justiça, que definiu a greve como “ilegal, abusiva e quebra acordo assinado em novembro de 2019 pelos representantes do próprio sindicato e do governo”.

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