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Ciclistas se reunirão nesta sexta-feira, na Praça da Estação, em ato pela memória de ciclista morta em São Paulo

Rodolpho Bohrer 13 de novembro de 2020 às 11:02
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Marina Harkot
Marina Harkot

Belo Horizonte será mais uma das cidades a homenagear a cicloativista e pesquisadora de mobilidade, Marina Harkot, morta após ser atropelada enquanto pedalava em uma avenida de São Paulo, no domingo (8). O motorista fugiu sem prestar socorro. O episódio trouxe de volta a reflexão sobre o lugar que ciclistas ocupam no trânsito. O ato em memória à Marina e ao seu ativismo terá, ainda, o objetivo de reivindicar mais respeito a quem pedala. A concentração da bicicletada será às 18h, na Praça da Estação, e seguirá por vias centrais a partir das 19h.

A cicloativista Amanda Corradi, integrante da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo), conheceu Marina e reconhece a importância da pesquisadora para o movimento. “Queremos manifestar a dor pela perda de uma pessoa brilhante que nos ensinou muito, contribuiu muito com a luta por cidades mais humanas, e também manter viva sua memória e seus trabalhos para que não seja em vão tudo isso que aconteceu”.

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Em cima da bike tem uma vida

Na última década, mais de 13 mil ciclistas morreram no país, sendo 60% por atropelamento, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). O levantamento aponta que a falta de estrutura para a bicicleta nos centros urbanos é um dos principais motivos para esses números, além do desrespeito de motoristas que é ainda maior quando se trata de ciclistas mulheres.

“O ato mostra a importância de humanizar, reforçar que em cima de cada bicicleta tem uma pessoa com planos, família, laços, sonhos e que é inaceitável que uma vida seja interrompida bruscamente. Para mudar a estrutura, precisamos continuar lutando pela implementação de políticas de mobilidade que garantam mais segurança para nós. É um processo contínuo, e a contribuição da Marina sem dúvidas está e estará conosco”, conta Amanda.

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O ato terá a performance ‘Ghost Bike’, da artista e cicloativista Bruna Caldeira, que pintará sua bicicleta de branco e pedalará como um fantasma, representando as e os ciclistas assassinados no trânsito. Além disso, será distribuído material educativo para motoristas e pedestres e instalada uma “ghost bike” (em português “bicicleta fantasma”), no cruzamento das Av. do Contorno e Cristóvão Colombo, onde, em 2016, o ciclista Rodrigo Barbosa morreu ao ser atropelado por um ônibus.