República de Ouro Preto repudia violência e pede apuração de suposto estupro; UBM também se manifesta

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No início da noite deste domingo (03), o site BHAZ divulgou uma nota da repúdio contra qualquer tipo de violência, de autoria da República Quitandinha, local onde uma mulher denunciou ter sofrido estupro na última sexta-feira (01). A vítima, de 30 anos, registrou um boletim de ocorrência após acordar acordou nua, apenas com um cobertor sobre o seu corpo, ao lado de dois homens na república. Os homens citados pela vítima disseram que ela manteve relações sexuais com um amigo deles. A mulher alega que não consentiu nenhum ato sexual. O caso aconteceu na república Quintadinha.

Em nota, a República Quitandinha informou que “repudia todo e qualquer tipo de violência e exigiu a apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, e se colocaram à disposição das autoridades policiais para elucidação”. A Quitandinha também informou que “nenhum dos moradores da República estão envolvidos no episódio”.

No período de carnaval é comum o grande o fluxo de pessoas pelas repúblicas federais e particulares de Ouro Preto, já que as mesmas promovem diversas festas e eventos. Além disso, algumas também costumam oferecer serviço de hospedagem, já que o carnaval de Ouro Preto é destino para milhares de foliões de várias regiões do país e do mundo. Esse fato pode corroborar com a versão da república de que nenhum morador do local esteja envolvido no crime.

Na nota da república, ela também cita uma negligência do site BHAZ, responsável pelo furo da reportagem, por não ter mencionado que os moradores não estavam envolvidos. O BHAZ se defende da acusação alegando que procurou a república durante todo o dia de ontem (02), mas não obteve sucesso.

A Polícia Civil já instaurou o inquérito que irá investigar o caso e ouvir os envolvidos, que ainda não tiveram os seus nomes divulgados.

Nota da república na íntegra:

“Os moradores da República Quitandinha foram surpreendidos pela notícia divulgada neste site, sobre um suposto episódio de violência sexual ocorrido em suas dependências durante o Carnaval.

Inicialmente repudiamos todo e qualquer tipo de violência, não aceitando de maneira alguma que isso ocorra em nosso ambiente republicano.

Desta forma, exigimos a apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, colocando-nos inteiramente à disposição das autoridades policiais para elucidação.

Em tempo, informamos que nenhum dos moradores da República estão envolvidos no episódio, fato este negligenciado pela reportagem”

 

União Brasileira de Mulheres de Ouro Preto também se manifesta

Hoje a tarde, a UBM de Ouro Preto publicou uma nota em uma das suas redes sociais dizendo que “um esforço grande das entidades feministas em construir um carnaval, sem assédio sexual e violência contra as mulheres foi ofuscado por mais um caso de estupro em república” e que “infelizmente, este não é um caso isolado nem no ambiente republicano, tampouco em nosso país”.

A UBM comunicou que em agosto de 2018, a entidade se reuniu com a reitora da Universidade Federal de Ouro Preto e apresentou um conjunto de propostas para enfrentamento à violência na Universidade e que “espera que, com mais um caso de repercussão nacional, a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal de Ouro Preto reflitam sobre a importância de empreender esforços significativos por uma cidade sem violência, pela construção de uma conscientização contra a cultura machista e pelo respeito às mulheres”. 

Íntegra da manifestação da UBM:

NOTA DE REPÚDIO Música, curtição, confetes, bandas tradicionais e muita alegria definem o carnaval ouro-pretano….

Posted by UBM Ouro Preto on Sunday, March 3, 2019

Postado em 3 de março de 2019

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