Rock in Rio #4: muita mistura está reservada para o 4º dia

Vamos conferir um pouco sobre as principais atrações do quarto dia do Rock in Rio 2019, o maior evento musical do país. O dia 03/10 reserva uma boa mistura musical, com rock, pop rock, punk e funk americanos, rap, entre outros. Confira no podcast o que vem por aí!

Palco Sunset

“Hip Hop Hurricane” com Nova Orquestra, Rael, Agir, Baco Exu do Blues e Rincon Sapiência

O “furacão” (em inglês, hurricane) traz uma grande dose de hip hop para o palco sunset nesse quarto dia de evento. Os rappers dividem o palco com a Nova Orquestra, que tem quarenta e cinco músicos. Com eles, se apresentam Rael, Baco Exu do Blues e Rincon Sapiência, e também o português Agir.

Arranjos especiais serão feitos pela Nova Orquestra, regida pelo maestro Éder Paolozzi, que darão o tom para as rimas dos quatro. O curador do palco Sunset, Zé Ricardo, foi quem deu a ideia da mistura. Será a única apresentação do Hip Hop Hurricane.

Nova Orquestra

Rock in Rio #4: muita mistura está reservada para o 4º dia
Nova Orquestra – Crédito da foto: Portal Mundo Indie

A Nova Orquestra começou no Rio de Janeiro, com a proposta de democratizar o acesso a concertos e à música clássica, e com a intenção de surpreender o público com sons inesperados, com uma organização sustentável que levasse a música para diversos espaços urbanos. Ela foi fundada por profissionais de marketing e gestão. À frente da ideia estão João Magalhães e Mateus Simões.

As apresentações mais recentes foram em vias públicas, a interpretação de músicas populares para o rock, samba e pop, além de apresentações com Nando Reis e concertos baseados em discos famosos, como de Pink Floyd, Metallica, Michael Jackson e Los Hermanos.

Eles tocaram na Cidade do Rock antes do Rock in Rio, no Game XP, onde encerravam a programação mesclando temas clássicos às trilhas sonoras de jogos como Street Fighter, Mortal Kombat, Super Mario, Tetris, Pokémon e Assassin’s Creed. Com o sucesso de sua apresentação no Game XP, eles também se apresentação no Allianz Parque, em São Paulo, com o Game Sinfônica.

“A crise gerou uma ‘falta’ de orquestras e nós acreditamos que poderíamos criar um projeto voltado pra isso, vendo o clássico de outro modo, e trazer público, reinventando o modelo de uma orquestra, a experiência de música clássica. Pensando a gestão como uma start-up, com uma visão nova de mercado e focado no público jovem”, explicou Mateus.

Com o objetivo de unir mentes e corações pulsantes para abraçar o projeto, uma equipe de profissionais de diversas áreas já têm ajudado a dar forma à Nova Orquestra. Essas mentes vão do marketing e comunicação, à gestão e produção.

Rincon Sapiência

Rincon Sapiência – Crédito da foto: Andreh Santos

Rincon Sapiência (33) é um artista de grande destaque na atual cena musical brasileira. Com a originalidade de suas composições, marcadas por influências das músicas africana, eletrônica, jamaicana e vertentes do rock, o rapper traduz em versos inteligentes e sagazes as experiências vividas nas ruas da periferia paulistana. Conhecido também pelo vulgo Manicongo, sua poesia aborda questões raciais e sociais no contexto da metrópole, expressas pelo seu rap com clima de positividade, sem prejuízo à postura crítica do discurso. A combinação é resultado da sua notável fome de rima aliada à sua habilidade nata de jogar com as palavras. Versátil, ele também atua como produtor musical em seus próprios trabalhos.

Em 2017, seu disco solo chamado Galanga Livre recebeu o prêmio de melhor disco brasileiro do ano pela revista Rolling Stone Brasil.

Mais recentemente, o artista foi indicado ao Troféu Imprensa, figurando como o primeiro rapper a concorrer à categoria de melhor cantor, disputada por apenas outros dois artistas negros nos últimos 10 anos, os cantores Seu Jorge e Thiaguinho.

Intitulado como “Rei dos feats” pela Revista Rolling Stone, entre as colaborações mais recentes com outros artistas destacam-se “Ginga”, com IZA, “Inimigos”, com Alice Caymmi, “Um Brinde à Vida”, com Sidney Magal, “Chiste”, com Rubel, “Melanina”, com a rapper paulistana Drik Barbosa, “Sina”, com Arnaldo Antunes, e “Dame Mais”, com Tropkillaz e Clau. Mantendo tal fama, Rincon Sapiência ainda terá uma série de participações com artistas de destaque na cena musical a serem lançadas este ano.

Rael

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Rael – Crédito da foto: Facebook/Página Oficial do cantor

Ele nasceu em São Paulo, em 1983, e ganhou o nome de Israel Feliciano. Por mais de 15 anos, Rael fez parte do grupo paulistano Pentágono, que começou em 2000. Com o grupo, Rael gravou dois discos e um Ep. Após essa fase, Rael decidiu entrar em um processo criativo de composição, que deu origem a seu primeiro trabalho solo, o MP3 – Música Popular do Terceiro Mundo, que foi lançado em 2010. Em 2012, o cantor, compositor e rapper brasileiro, decidiu seguir carreira solo. Mesmo voltando ao grupo quatro anos depois, Rael lançou sozinho os discos Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas Do Meu Coração (2012), Diversoficando (2014) e Coisas do Meu Imaginário (2016).

Agora, em 2019, ele lançou o “Capim-Cidreira”, que contém 10 faixas inspiradas no poder de cura dessa erva medicinal.  O álbum nasceu dos aprendizados colhidos após ter vivido um período depressivo, transformando sua dor em músicas leves e com boas energias. “Eu precisei ter pensamentos que não conseguia brecar para entender a importância de falar em amor próprio. É importante falar sobre isso, até mesmo para desmistificar. Acredito que as palavras têm poder de cura”, explica o rapper para a rádio Rede Brasil Atual.

Esse novo álbum inaugura uma nova fase de Rael, já que toda a produção foi feita por ele, do começo ao fim, desde a parte instrumental até a estrutura do álbum. Ele compôs as letras só depois que todo o resto estava criado. Ele considera uma mudança radical em seu processo criativo. A identidade do álbum teve contribuição das referências e experiências que o paulista teve ao visitar a Angola, o Zimbábue e a Tanzânia.

Baco Exu do Blues

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Baco Exu do Blues – Crédito da foto: Facebook/Página Oficial do cantor

Nascido em 96, apenas com 23 anos, Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo é conhecido como um dos maiores rappers da música contemporânea. Sua popularidade veio após o lançamento da faixa Sulicídio, composta com o rapper Diomedes Chinaski, em 2016. A faixa faz uma crítica ao cenário nacional do rap, que mantém as produções concentradas no Rio e em São Paulo, e reivindicam uma maior visibilidade para o rap de outros estados.

As principais características de Baco são suas composições com metáforas fortes, letras cruas e poéticas, que falam de amor, sexo, poder, religião e sociedade.

Baco recebeu o prêmio de Artista Revelação em 2017, pelo Prêmio Multishow de Música Brasileira. Sua faixa “Te Amo Disgraça” também foi eleita a Canção do Ano. A mesma música também foi laureada como a Melhor Música de Rap pelo site Genius, por meio do Prêmio Genius Brasil de Música 2017.

Ele tem dois álbuns lançados, o Esú, de 2017, e o Bluesman, de 2018. O primeiro faz uma ponte entre fé, morte, amor, literatura (em citações de grandes escritores), e fotografia (inspirações em Mario Cravo Jr., artista baiano) e cinema (com uma canção homônima ao filme A Pele que Habito).

O rapper sempre traz uma interação artística para suas produções, combinando música, pintura, cinema e literatura. Para o álbum Bluesman, Baco traz em cada música do disco, uma fotografia da artista e poetisa baiana Helen Salomão. Mesmo que não tenham sido criadas exclusivamente para o álbum, as fotografias se encaixam e expressam com cuidado as emoções transmitidas pelas músicas.

Baco lançou, assim como outros artistas internacionais como Beyoncé e Jay-z, um curta-metragem de seu álbum, que foi dirigido por Douglas Ratzlaff Bernardt, que contém cerca de 8 minutos.

O curta venceu o Gran Prix no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, um dos prêmios mais importantes do mercado de publicidade do mundo. É um prêmio inédito para nosso país na categoria Entertainment for Music. O Bluesman venceu do clipe de Apeshit, de Beyoncé e Jay-Z, que foi gravado no Museu do Louvre.

Agir

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Agir – Crédito da foto: Facebook/Página Oficial do cantor

Bernardo Costa é português, nascido em Lisboa, filho de um cantor e de uma atriz do país. Ele começou sua carreira bem pequeno e, apenas com cinco anos, já estava compondo, cantando, e produzindo suas músicas. Ainda muito novo, ele passou dois anos em turnê com o pai. Aos 12 anos, Agir já começou a gravar suas músicas e já tinha adquirido seu nome artístico, que explica de onde surgiu “As pessoas costumam dizer-me para pensar duas vezes antes de agir, e eu prefiro agir duas vezes antes de pensar”.

Na adolescência, Agir já começou a formar seu repertório, muito influenciado por DanceHall, mas também com muitos aspectos de Hip-Hop, Reggae, Soul e R&B.

Emicida & Ibeyi

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Emicida e as gêmeas Ibeyi – Crédito da foto: Reprodução

Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, nasceu em 1985 em São Paulo, e é um rapper, cantor e compositor considerador uma das maiores revelações do hip hop do Brasil dessa década. Seu nome artístico se deu a partir da fusão de “MC” com “homicida”, devido a suas vitórias em batalhas de improvisação. Com isso, seus amigos começaram a falar que ele era um “assassino”, que ele “matava” seus oponentes na rima. Depois, o artista criou o acrônimo para o nome, ficando então E.M.I.C.I.D.A, “Enquanto Minha Imaginação Compuser Insanidades Domino a Arte”.

Em 2009, Emicida lançou seu primeiro single, o “Triunfo”, que possui hoje, cerca de 9,6 milhões de visualizações no YouTube. No mesmo ano, ele lançou um mixtape com 25 músicas, juntando todas as faixas desde o início de sua carreira, o “Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe…”, gravado com a gravadora independente Laboratório Fantasma.

No ano seguinte, o rapper lançou seu segundo single, com o título “Avua Besouro”, que fez parte da sua segunda mixtape. No mesmo ano, lançou seu segundo trabalho, o EP “Sua Mina Ouve Meu Rap Também”, fazendo referência para a canção “Sua Mina Ouve Meu Rep Tamém”, do Mc Marechal.

Em fevereiro de 2010, Emicida fez uma participação no programa Altas Horas da Rede Globo, com as músicas “E.M.I.C.I.D.A” e “Triunfo”, marcando uma nova fase para o rap nacional. Antes, a emissora era conhecida pela sua mente fechada e com pouca aparição na mídia. Havia muita crítica para a emissora por conta disso.

Emicida participou, em 2011, do Festival de Coachella, na California (EUA). Ele foi o primeiro rapper brasileiro a se apresentar nesse festival, considerado um dos maiores festivais de música do país. No dia, seu show teve um atraso de três horas, devido a um problema com a imigração. Mas isso não impediu que ele levasse o rap brasileiro para o palco do evento.

O rapper concorreu nas categorias “Hit do ano”, “Clipe” e “Artista do ano” no Video Music Brasil 2011 e, nesse ano, a escolha dos vencedores ficou para os críticos musicais, cineastas e VJ’s. Assim, Emicida levou o prêmio de “Clipe do ano” e “Artista do Ano”.

Leandro já fez muita coisa desde então: mixtapes, EP’s, clipes, vários shows, participações em músicas de outros artistas e programas de TV. Em 2013 ele lançou seu primeiro álbum, com o título “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”. Depois, ele compôs trilhas para a trilha sonora do jogo Max Payne 3 e em 2018 gravou um single para o filme Pantera Negra. No mesmo ano, ele lançou uma música com Djonga, Rael, Bk’, Rincon Sapiência e Mano Brown.

Em 2019, Emicida lançou a célebre música “AmarElo”, com sample da música “Sujeito de Sorte” de Belchior, que contou com a participação de Majur e Pablo Vittar. A canção colocou em questão e evidenciou que as pessoas de periferia também sofrem de depressão. Escancarou um problema que muita gente tem e que muita gente esconde. É uma música forte e que, com certeza, colocou muita gente pra refletir.

Ibeyi

Sobem ao Palco Mundo do Rock in Rio, com Emicida, as gêmeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz, um duo franco-cubano. Elas cantam suas músicas em inglês e em iorubá, uma língua africana que chegou a Cuba por meio dos negros que foram escravizados. É chamada de Iucumi em Cuba.

Assinaram com uma gravadora em 2013, lançando o primeiro EP em 2014. O primeiro álbum veio em 2015, intitulado Ibeyi. Em 2017, veio o segundo, o Ash.

No ano passado, as gêmeas lançaram junto com Emicida, o single “Hacia El Amor”, que será o ponto de partida do encontro deles no Rock in Rio.

Pará Pop

Assim como o “Hip Hop Hurricane”, o “Pará Pop” será uma verdadeira junção de vários artistas do Nordeste do país, porém de diferentes estilos. Subirão ao palco Sunset: Fafá de Belém, Dona Onete, Gaby Amarantos, Lucas Estrela e Jaloo.

O Pará Pop, no Rock in Rio, traz com muita força a cultura musical do Pará com uma mistura interessante de estilos musicais. Gaby Amarantos vem representando o tecnobrega, sendo um dos principais nomes do movimento. Fafá de Belém e Dona Onete trazem o carimbó. Jaloo mistura um pouco de “indie eletrônico” com algumas influências também do tecnobrega. E Lucas Estrela, apresenta o gênero guitarrada, sendo um dos nomes atuais mais importantes do estilo, que surgiu no Pará. A guitarrada é uma fusão entre diversos estilos, como bolero, iê-iê-iê, choro e também carimbó.

Francisco, el Hombre & Monsieur Periné

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Francisco, el Hombre – Crédito da foto: Reprodução/Facebook

A banda brasileira Francisco, el Hombre é uma verdadeira mistura. Formada em 2013, é composta por irmãos mexicanos que foram naturalizados brasileiros: Sebastían e Mateo Pircacés-Ugarte. Os outros três integrantes são brasileiros de nacença. Em 2017, a banda foi nominada ao Grammy Latino por melhor canção em língua portuguesa.

Os cinco misturam elementos musicais do México, do Brasil, e outros da América Latina. Para compor, eles se baseiam nas experiências dos irmãos em viagens que fizeram pelo continente. Por isso, as músicas são cantadas tanto em português, como em espanhol e inglês. Viu? É, de fato, uma mistura.

Eles se intitulam como um grupo de “panchanga folk”, “batuk freak tropikarlos”, e já se autodefiniram como “uma fusão entre batucada e a música latina”. Também já foram descritos como uma misturinhas de Manu Chao e Nação Zumbi.

Eles são bem do mundão mesmo! As primeiras turnês que fizeram pela América Latina foram autofinanciadas e improvisadas. Na época, poucos shows estavam confirmados no início da viagem, então, aproveitavam para tocar onde podiam: nas ruas, praças, nos hostels, bares, e qualquer outra oportunidade que ia surgindo.

Francisco, el Hombe tem três EPs e dois álbuns gravados (2016 e 2019). A música “Triste, Louca ou Má”, segundo single do álbum “SOLTASBRUXA” (2016), é uma das faixas mais famosas do grupo, com quase 17 milhões de visualizações no YouTube. O clipe foi gravado em Cuba durante a turnê #VaiPraCuba, em julho de 2016.

Monsieur Periné

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Monsieur Periné – Crédito da foto: Reprodução/Facebook

Para preencher ainda mais essa mistura do Palco Sunset no Rock in Rio, Francisco el Hombre toca com o grupo Monsieur Periné, grupo de Bogotá, na Colômbia, que traz um som afro-colombiano que mistura o estilo latino com o europeu. Assim como Francisco el Hombre, as músicas do grupo são cantadas em diversas línguas. No caso de Monsieur Periné, em espanhol, francês, inglês e português.

Palco Mundo

Agora vamos para o palco principal, o Palco Mundo!

Red Hot Chili Peppers

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Formação recente do RHCP – Crédito da foto: Divulgação

Com 36 anos de carreira, formada em Los Angeles, Califórnia, Red Hot Chili Peppers, Red Hot, ou só RHCP, já foi rotulada como um “funk metal”, mas a banda sempre mesclou seu estilo entre rock alternativo, funk, heavy metal, punk rock e rock psicodélico.

A banda surgiu, de fato, em 1983, depois de diversas mudanças de integrantes, fusões, separações e confusões entre bandas do cenário da época. A formação original e fixa era de Anthony Kiedis, Flea, Jack Irons e Hillel Slovak. Em 1984, a banda lançou seu primeiro álbum, que levou o nome da banda. Já foi assim, logo de cara, que Red Hot marcou seu estilo próprio de fazer música. Durante os anos 90, a banda foi um grande nome do rock contemporâneo, com o lançamento do álbum “Blood Sugar Sex Magik” (1991). Os sucessos “Give it Away” e “Under The Bridge”, são grandes clássicos da banda e queridinhos até os dias atuais.

Em 1988, o guitarrista da formação original, Hillel, morreu de overdose. Foi aí que entrou John Frusciante, que foi quem deixou seu nome marcado na história da banda. Mas, ao longo desses anos, diversos nomes da música passaram pela banda, como Arik Marshall, Jesse Tobias, Josh Klinghoffer, Cliff Martinez, Chad Smith, D.H. Peligro e Dave Navarro. Frusciante deixou a banda em 2009, sendo substituído por Josh Klinghoffer. A formação da banda atualmente é de: Anthony Kiedis no vocal, Michael “Flea” Balzary no baixo, Chad Smith na bateria e Josh na guitarra.

Ao todo, são 12 álbuns lançados. Vários deles com uma formação diferente. São eles: The Red Hot Chili Peppers, Freaky Styley, The Uplift Mofo Party Plan, Mother’s Milk, Blood Sugar Sex Magik, One Hot Minute, Californication, By the Way, Stadium Arcadium, I’m with You, The Getaway e TBA.

A banda tem, ao todo, seis Grammy Awards, três American Music Awards, oito MTV Video Music Awards, quatro MTV Europe Music Awards, quatro Meteor Ireland Music Awards, três NRJ Music Awards, um Q Awards e um TMF Awards. Além dos prêmios, a banda também já publicou oito livros. Desde 1993, já se apresentaram 14 vezes no Brasil, sendo o Rock in Rio 2019, a 15º vez.

Curiosidades: Quando a banda surgiu, em 1983, com a formação original, o nome do grupo era Miraculousy Majestic Masters of Mayhem. Mas tudo era apenas uma brincadeira entre os quatro amigos, que se apresentaram despretensiosamente em um clube de Los Angeles. Entretanto, ao tocarem juntos, a banda sentiu que aquilo poderia dar certo, eles sentiram uma sinergia muito grande, o que acabou se tornando um projeto de verdade.

Agora, de onde o nome da banda surgiu? Bom, considerado um dos nomes mais estranhos para bandas da história do rock, a origem do nome tem algumas versões. Como, por exemplo, contam que Anthony Kiedis, caminhando entorpecidamente pela rua, viu um letreiro escrito “Red Hot Chili Peppers” piscando em um arbusto psicodélico no formato de uma pimenta. Mas há ainda uma outra versão que diz que eles adoravam comida mexicana, originando a palavra “chili”. Daí, adicionaram a palavra ao nome da banda de apoio “Red Hot Peppers”, que Flea era um grande fã.

Panic! At the Disco

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Panic! At the Disco – Crédito da foto: Kevin Winter/Getty Images

Formada em Las Vegas, Nevada, no ano de 2004, Panic! At the Disco é uma banda de rock que, mesmo com alguns aninhos de carreira, só conseguiu chegar à primeira posição do Hot 200 da Billboard em 2016, com o álbum “Death of Bachelor”. Em 15 anos de carreira, as canções mais conhecidas da banda são “I Write Sins Not Tragedies” (2005), “The Ballad of Mona Lisa” (2011) e “Death of a Bachelor” (2016).

A banda começou com os amigos de infância: Brendon Urie, Ryan Ross, Spencer Smith e Brent Wilson. No início, eles eram uma banda cover de Blink-182, mas acabaram escrevendo suas próprias músicas, ou melhor, Ryan Ross começou a escrever as músicas para a banda. Panic! foi descoberto por Pete Wentz, baixista do Fall Out Boys, que foi quem ajudou o grupo a entrar em contato com uma gravadora, mesmo sem terem feito nenhum show.

No ano seguinte da criação da banda, eles já lançaram seu primeiro álbum, o “A Fever You Can’t Sweat Out’, que se tornou um dos álbuns mais importantes da carreira de Panic!, sendo, inclusive, um divisor de águas para o rock alternativo/pop punk. Foi aí que começaram a fazer parte do cenário “emo” da época, se juntando e somando forças a Fall Out Boys e My Chemical Romance.

Depois do primeiro álbum da banda, houve muitas mudanças, tanto sonoras, do estilo das músicas, até os integrantes. Atualmente, o vocalista Brendon Urie é o único da formação original que permanece desde o início de tudo. Agora, os integrantes são: Brendon Urie, Nicole Row (baixo), Dan Pawlovich (bateria) e Mike Naran (guitarra).

Nesses 15 anos, foram lançados seis álbuns, sendo eles: A Fever You Can’t Sweat Out (2005); Pretty. Odd (2008); Vices & Virtues (2011); Too Weird to Live, Too Rare to Die! (2013); Death of Bachelor (2016) e Pray for the Wicked (2018). Ao todo, já venceram 10 prêmios.

Nile Rodgers & Chic

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Nile Rodgers & Chic – Divulgação

Nile Rodgers é um compositor, produtor, arranjador e guitarrista que nasceu em Nova Iorque em 1952 e já venceu um Grammy. Ele começou tocando com a banda do programa Sesame Street em sua adolescência. Depois ele começou a trabalhar em uma banda da casa Apollo Theater no Harlem, acompanhando grandes nomes como Aretha Franklin, Ben E. King, Nancy Wilson e Parliamnet-Funkadelic.

Em 2010 ele formou a banda Chic, com quem se apresentará no Palco Mundo, junto com Bernard Edwards. Eles possuem vários hits, como “Le Freak” e “Good Times”.

Ele também já foi produtor de vários artistas, como David Bowie, Diana Ross, Madonna, Lady Gaga, Avicci, Digala, Sister Sledge, Disclosure e Sam Smith.

Rodgers já acompanhou a dupla Daft Punk na gravação do álbum Random Acess Memories, lançado em 2013 pela Columbia Records. E também participou das músicas “Mandou Bem” e Blecaute” da banda Jota Quest. A última, com participação também de Anitta.

Depois de 26 anos de Nile Rodgers & Chic, eles lançaram recentemente seu primeiro álbum de estúdio, o “It’s About Time”. Foi aclamado pela crítica e ficou no Top 10 dos álbuns do Reino Unido.

Capital Inicial

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Capital Inicial – Crédito da foto: Reprodução/Facebook

A banda foi criada em 1982, em Brasília, pelos irmãos Fê Lemos (baterista) e Flávio Lemos (baixista), após o fim do grupo Aborto Elétrico, da qual os dois participavam. Um ano depois, Dinho Ouro Preto entrou para fazer parte do Capital Inicial.

Antes da criação do Capital, Fê Lemos participou do grupo “Turma da Colina”, formado por um grupo de adolescentes fãs de punk rock e que moravam em um conjunto de prédios. Renato Russo fazia parte do grupo. Fê e Renato, junto com o sul-africano Adré Pretorius, fundaram a banda Aborto Elétrico, com Renato no baixo, André na guitarra e Fê na bateria. Não tinha ninguém nos vocais. André teve que sair da banda, então Renato Russo ocupou o lugar de guitarrista e cantor, enquanto o irmão de Fê, Flávio começou a tocar baixo no lugar de Renato. Aborto Elétrico se tornou uma das mais queridas de Brasília.

O Aborto Elétrico terminou após um desentediamento entre Fê e Renato e foi aí que os irmãos chamaram Loro Jones, ex-guitarrista da banda Blitx 64, e uma cantora, Heloísa, para formarem o Capital Inicial. Heloísa teve que sair da banda e após fazer um teste, Dinho Ouro Preto assumiu seu lugar.

Gravado pela Polygram, o primeiro LP, “Capital Inicial”, foi lançado em 1986, com ótimas críticas da imprensa, especializada na área. “Música Urbana”, “Psicopata”, “Fátima”, “Veraneio Vascaína” (que foi censurada pela Polícia Federal), entre outras, foram as músicas que marcaram o primeiro álbum da banda, que rendeu a conquista do seu primeiro Disco de Ouro.

O segundo Disco de Ouro veio em 1987, após a participação do tecladista Bozzo Barretti para fazer parte da formação da banda. Foi assim que eles lançaram o segundo disco “Independência”, com os hits “Prova” , “Independência”, e a regravação de “Descendo o Rio Nilo”.

Em 1991, foram convidados para tocar na segunda edição do Rock in Rio, após o lançamento do disco “Eletricidade”, que marcou mudanças no Capital Inicial. No álbum, tem a versão “The Passenger”, do Iggy Pop, com o nome de “O Passageiro” (tradução literal), e músicas como “Kamikaze” e “Todas as Noites”.

Divergências e “fim” do Capital

Após vários shows, turnês, participações, prêmios, festivais, entre outros, em 1993, o tecladista Bozzo deixa a banda. Em 1993, após divergências musicais e pessoais, Dinho Ouro Preto decide seguir carreira solo. Quem assume os vocais é o santista Murilo Lima, da ex-banda Rúcula. Ele segue na banda com o lançamento de Rua 47 em 1995 e Capital Inicial Ao Vivo em 1996, o primeiro álbum gravado pela gravadora independente que a banda monta, a Qualé Cumpadi Records, e o segundo pela Rede Brasil Discos, atual Alpha Discos.

Volta da banda

Só em março de 1998 que a banda revive, com os integrantes originais Dinho Ouro Preto, Loro Jones, Fê e Flávio Lemos, após o lançamento do álbum “O Melhor do Capital Inicial”, pela Polygram. Eles voltam à estrada com um novo show, comemorando o 15 anos da banda.

No mesmo ano, eles assinam com uma nova gravadora, vão para o Tennessee, nos EUA, onde gravam “Atrás dos Olhos”. Eles lançam mais duas coletâneas pela Universal (ex Polygram): o álbum da série Millennium, e um álbum de músicas do grupo remixadas por produtores e DJs famosos do Brasil.

Em 1999, fazem uma turnê no Brasil. Nesse ano, resolvem fazer um novo disco ao vivo, com os novos e antigos sucessos. A ideia se transformou em um disco acústico, em parceria com a MTV Brasil. Em março de 1999, último ano do século XX, começam as gravações do Acústico MTV, com a participação de Kiko Zambianchi. O lançamento do disco foi no dia 26 de maio do mesmo ano. O Acústivo MTV – Capital Inicial foi um grande sucesso, ganhando três vezes o disco de platina pela Pro-Música Brasil.

Em turnê com o Acústico MTV, a banda faz um show no Rock in Rio de 2001 para mais de 250 mil pessoas.

No ano seguinte, em fevereiro, Loro Jones sai da banda. De acordo com ele, o motivo seria o excesso de tempo trabalhando, já que a banda fazia mais de 150 shows. O fato dele, diferente dos outros da banda, ainda morar em Brasília, fazendo com que ele tivesse que se deslocar constantemente para São Paulo, também foi um agravante. Yves Passarel, da banda Viper, assumiu seu lugar.

Em 2007, o Capital lançou o álbum Eu Nunca Disse Adeus, com o primeiro single de mesmo nome. Em 2008, lançaram o álbum Multishow ao Vivo: Capital Inicial em Brasília, em comemoração aos 25 anos de carreira. O disco foi gravado em Brasília, onde a banda começou sua jornada, no dia 21 de abril, dia do aniversário da cidade. O show foi na Esplanada dos Ministérios e contou com mais de 1 milhão de pessoas.

Acidente de Dinho

Em 2009 aconteceu um acidente com Dinho Ouro Preto, mais especificadamente no dia 31 de outubro. Eles faziam um show em Patos de Minas, quando o cantor teve uma queda do palco com três metros de altura. Dinho sofreu traumatismo craniano e teve uma fratura na costela. Ele ficou cinco dias internado e depois voltou para a UTI, devido a uma infecção. Depois de quase um mês internado, Dinho saiu do hospital. Foi quando a banda entrou novamente para o estúdio, onde gravaram o décimo quinto álbum da banda, o Das Kapital. O álbum traz um pouco do que Dinho vivou com o acidente.

Em 2011, a banda também tocou no Rock in Rio, abrindo o show da banda Red Hot Chili Peppers, com quem também dividem palco esse ano. Em 2012 lançaram mais um álbum, o Saturno. Em 2013, tocaram mais uma vez no Rock in Rio, no dia da banda Muse.

O segundo álbum acústico veio em 2015, gravado em Nova Iorque, chamado Acústico NYC. A maior parte das canções gravadas vieram após o Acústico MTV, foram mais três composições inéditas, uma canção dos anos 80 e covers de Legião Urbana e Charlie Brown Jr. Os cantores Lenine e Seu Jorge fizeram participações especiais.

2017, ainda na turnê do acústico NYC, a banda preparou um show elétrico com uma set list que passava por todas as três décadas da banda. A apresentação teve muita pirotecnia e arte visual nos telões. No show da 7ª edição do Rock in Rio no Brasil, tiveram a participação de Thiago Castanho, ex-guitarrista do Charlie Brown Jr. Essa apresentação do Capital Inicial foi eleita o melhor show nacional do Rock in Rio 2017.

Abril de 2018, o Capital entrou novamente em estúdio, e estão atualmente trabalhando em um novo álbum, de músicas inéditas. O lançamento será aos poucos, onde uma música diferente será lançada a cada mês, totalizando 12 músicas inéditas. Em maio de 2018, lançaram o single “Não me olhe assim”, primeiro do novo projeto, chamado de “Sonora”, que está sendo produzido por Lucas Silveira, da banda Fresno.

Em junho do mesmo ano eles lançaram a turnê Sonora, que começou no Rio de Janeiro. Atualmente, estão rodando o Brasil com a turnê.

Confira sobre as atrações do 1º dia, 2º dia e dia.

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