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Rogério Ceni terá dura missão para colocar Cruzeiro nos eixos

Treinador contratado ontem (11) viu o time empatar em 2 a 2 com lanterna Avaí

Contratado para salvar o Cruzeiro do rebaixamento, o treinador Rogério Ceni terá uma dura missão pela frente. O ex-jogador encontrará pela frente um time pouco inspirado, desgastado e com poucas opções de mudança de jogo. Apesar de voltar a marcar gols após oito jogos, o time celeste não conseguiu superar o Avaí, lanterna, que ainda não venceu na competição.

Na partida de ontem (11), o Cruzeiro, apesar de marcar, voltou a apresentar os mesmos problemas de antes. Ineficiência ofensiva, erros de passe e uma defesa aberta permitiram que o Avaí balançasse as redes duas vezes. Antes de enfrentar a Raposa, o time catarinense havia feito somente cinco gols em 13 jogos.

Estilo de jogo

Esse talvez será o principal desafio inicial de Rogério Ceni no Cruzeiro. Dos 11 titulares que iniciaram o jogo de ontem, somente três chegaram neste ano ao time celeste. Os outros oito trabalharam, no mínimo, um ano e meio com Mano Menezes. E com um estilo de jogo tão marcante, como era o de Mano, é difícil que jogadores que ficaram anos jogando da mesma maneira, consigam mudar rapidamente para um totalmente diferente, como é o de Ceni.

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Na partida deste domingo ficou clara a dificuldade dos atletas de adotarem uma postura diferente. O meia Robinho chegou a falar, em entrevista, que o time não estava fazendo o que o interino Ricardo Rezende pediu. Mesmo com liberdade para atacar, o Cruzeiro se retraiu e tomou pressão do pior time do torneio.

Confiança

É notável também a falta de confiança do time que erra em lances bobos. Passes simples e finalizações fáceis tem sido desperdiçados bisonhamente. A falta de segurança defensiva também coloca o time em apuros. A fase não ajuda e já são 11 jogos sem vencer no Brasileirão, pior sequência da história do clube. O próximo rival também não deverá ajudar. O Cruzeiro pega o líder Santos. Mas a auto-estima voltar depende dos jogadores. E também do técnico.

Má fase dos jogadores

Outro desafio de Ceni será recuperar alguns dos principais atletas celestes, que vem mal. Edilson faz um 2019 tenebroso e, depois de muitos jogos sem entrar em campo, voltou ontem e foi expulso com poucos minutos em campo. Lembrando que em sua última partida antes da lesão, também havia recebido cartão vermelho. O outro lateral, Egídio, vem fazendo partidas deprimentes e ontem foi diretamente responsável pelos dois gols do Avaí.

  Primeira impressão!

Henrique e Cabral oscilam muito, prejudicados pelo estilo de jogo e fase do time. Robinho caiu muito de produção e Thiago Neves está muito longe de ser o que se espera dele. Pedro Rocha e Marquinhos Gabriel são inconstantes e Fred vive o pior jejum de gols da sua carreira. Rodriguinho, machucado há um tempo, vinha mal até se lesionar.

Com os principais nomes do elenco em má fase, jogadores de composição e jovens sentem ainda mais dificuldades em apresentar um bom futebol e o time cai como um todo. Ceni terá que usar sua experiência como jogador para reanimar o elenco celeste e recuperar os atletas.

Equipe envelhecida

Um fato que vem sido comentado há muito tempo é a alta média de idade do time celeste. A equipe é recheada de veteranos e sofre muito com a parte física. Além de muitas vezes faltar um “fator novo” no time. O Cruzeiro tem muitos jovens de qualidade, como o zagueiro Cacá, o lateral Weverton, o volante Éderson, o meia Maurício e o atacante Vinícius Popó. Mas faltaram chances, com Mano Menezes, e um trabalho voltado a inserção destes na equipe.

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E com o time passando por graves problemas financeiros, a base pode ser a principal saída. Tanto para suprir carências do time e evitar gastos com jogadores, quanto para fazer caixa com boas vendas. O sucesso do clube, no futebol e nas finanças, depende muito da capacidade de Rogério Ceni trabalhar com jovens.

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