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Setembro Verde: acessibilidade e inclusão são diferenciais competitivos no ambiente dos negócios

O mês de setembro é marcado, em Belo Horizonte, pela luta em defesa da inclusão das pessoas com deficiência, o Setembro Verde. Um grupo que é formado por aproximadamente 46 milhões de pessoas e que representa cerca de 25% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inclusão e a acessibilidade interessam também aos idosos, que são mais 30 milhões de pessoas (14% da população) e as pessoas com alguma dificuldade de locomoção momentânea, como as mulheres grávidas, por exemplo, que necessitam de mais conforto para realizar suas atividades.

Diante deste cenário, a acessibilidade proporciona aos empresários um importante diferencial competitivo. Independente do tamanho e setor de atuação, manter ambientes acessíveis é uma ótima forma de garantir a livre circulação de todos e mostrar a preocupação com a acessibilidade, igualdade e bem-estar de seus clientes. Além disso, ambientes com plena acessibilidade facilitam o fluxo de funcionários e até mesmo de mercadorias.  

Para a arquiteta Angélica Picceli, especialista em arquitetura inclusiva, pensar estrategicamente na acessibilidade pode trazer muitos benefícios para os empreendimentos comerciais. “Ter uma loja, um bar, um restaurante acessível, por exemplo, pode proporcionar o aumento das vendas, o reconhecimento da marca, a satisfação e a fidelização do consumidor final”, destaca.

Capital mundial dos botecos

Belo Horizonte é reconhecida em lei (9.714/2009) como a capital mundial dos botecos. O que torna ainda mais importante à elaboração de projetos inclusivos para bares e restaurantes. Estabelecimentos que possuem acessibilidade vêm conquistando um público cada vez maior.

Muitas famílias e grupos de amigos, ao se reunirem para confraternizações, procuram lugares que tenham estrutura para receber familiares com deficiência, com dificuldade de locomoção e também idosos.

A arquiteta Angelica Picceli considera este um nicho a ser explorado pela ampla possibilidade de integração social. “Os bares e restaurante acessíveis, além da alimentação, oferecem uma experiência diferenciada aos seus clientes. Acolher é fundamental para que o público que necessita da acessibilidade tenha seus direitos de cidadania garantidos”, concluiu.

Outros setores

Outro segmento que vem se adequando para oferecer conforto e acessibilidade é à área da saúde. Laboratórios, clínicas de fisioterapia, academias e consultórios odontológicos, por exemplo, são espaços que precisam incluir a acessibilidade em suas estratégicas comerciais como um diferencial competitivo, possibilitando a inclusão e o acesso de todos, com conforto, autonomia e segurança, independentemente de suas necessidades.

Cidade inclusiva, igualitária e sustentável

Os problemas que afetam as pessoas com deficiência, idosos e com locomoção reduzida são vários. Eles vão desde a falta de acessibilidade em prédios, estabelecimentos comerciais e passeios até o acesso aos meios de transporte e opções de lazer. Por isso, debater ações para tornar as cidades mais inclusivas, igualitárias e sustentáveis é fundamental para trabalhar na construção de políticas públicas e de direitos para esta expressiva parcela da população brasileira.

O movimento Setembro Verde, promovido pela prefeitura de Belo Horizonte, tem essa importante missão. O evento ganha um destaque ainda maior no dia 21 de Setembro, considerado o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. Por isso, os empresários precisam entender, cada vez mais, os benefícios e também seu papel na construção de uma cidade mais inclusiva e acessível.

A luta da pessoa com deficiência

Nesta última segunda-feira (23), aconteceu a premiação The Best FIFA Football Awards 2019, e a Silvia Grecco, que narra os jogos do Palmeiras para o seu filho deficiente visual, Nickollas, venceu o prêmio Fifa Fan Award. O prêmio é dedicado ao aos torcedores e fãs de futebol durante a cerimônia. Veja o discurso de Silvia no Twitter da Fifa clicando no link.

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