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A Agência Nacional de Mineração (ANM) encerrou o nível de emergência da barragem Campo Grande, localizada na mina Alegria, em Mariana (MG), na última segunda-feira (16/12/2024). A estrutura recebeu a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva, indicando sua segurança. A melhoria foi possível devido ao avanço no processo de descaracterização da barragem, que deve ser concluído até 2026, como parte do Programa de Descaracterização de Barragens a Montante da Vale, que recebeu mais de R$ 10 bilhões em investimentos desde 2019. Embora a barragem tenha saído de nível de emergência, ela continuará em nível de alerta e será monitorada continuamente até a conclusão de toda a documentação necessária.

A Vale tem investido fortemente na gestão e segurança das suas barragens, com 16 delas saindo do nível de emergência desde 2022. A empresa também segue o Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM), buscando garantir a segurança de pessoas e do meio ambiente.

A Vale está analisando a aquisição da Bahia Mineração (Bamin), controlada pela Eurasian Resources Group. O projeto envolve mina, ferrovia e porto na Bahia, com investimentos estimados em R$ 30 bilhões. Apesar do interesse, a empresa reforça que ainda não há decisão final.

A mineradora Vale, uma das maiores multinacionais brasileiras do setor de mineração, começa novembro oferecendo mais de 100 vagas de emprego espalhadas pelo país. As oportunidades, abertas em diversas regiões, incluem desde posições técnicas até cargos especializados, com preferência para mulheres e pessoas com deficiência, reforçando o compromisso da empresa com a diversidade e inclusão.

A Vale abriu 20 vagas na área de tecnologia e inovação em Belém, Nova Lima e Vitória, com inscrições até 27 de outubro de 2024. As oportunidades abrangem níveis júnior, pleno e sênior, com foco em áreas como ciência de dados e machine learning. A empresa busca profissionais para atuarem em projetos estratégicos que utilizam tecnologia de ponta para otimizar suas operações e promover a sustentabilidade.

A Vale iniciou o mês de outubro com mais de 100 vagas de emprego em diferentes estados do Brasil, com um forte foco na inclusão de mulheres e pessoas com deficiência (PcD). As oportunidades estão concentradas em áreas como manutenção, mineração e logística. Minas Gerais e Pará são os estados com maior número de vagas, mas Espírito Santo e Maranhão também possuem ofertas significativas. A companhia reforça seu compromisso com a equidade de gênero e com a capacitação dos seus colaboradores, promovendo um ambiente de trabalho mais inclusivo e inovador.

A Vale completou a eliminação do Dique 1B, em Itabira, atingindo 50% do seu Programa de Descaracterização de barragens a montante. Desde 2019, 15 das 30 estruturas da mineradora foram eliminadas no Brasil, com investimentos de mais de R$ 9 bilhões. A conclusão do Dique 1A está prevista para o final deste ano, elevando a finalização do programa em Itabira para 80%. O programa visa garantir a segurança das comunidades e reduzir riscos ambientais, sob auditoria independente e supervisão de órgãos reguladores.

A Vale está em busca de projetos esportivos em Minas Gerais para patrocinar em 2025, através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. As propostas devem ser enviadas até 30 de setembro pelo site da mineradora. Atualmente, a companhia patrocina mais de 400 iniciativas focadas na inclusão social, beneficiando cerca de 100 mil pessoas, com 193 projetos em Minas Gerais. Entre eles está o Instituto Reação, que oferece atividades esportivas e educacionais para crianças e jovens em Belo Horizonte. A Vale acredita que o esporte é uma ferramenta transformadora de inclusão social e espera ampliar seu impacto em 2025.

Durante uma inspeção de rotina, a Vale informou a detecção de trincas superficiais na barragem Forquilha III, localizada na mina de Fábrica, em Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais. A barragem já está classificada no nível 3 de emergência, o mais alto da escala de risco para estruturas desse tipo.

Apesar das fissuras encontradas, a mineradora garantiu que as condições de estabilidade da barragem permanecem inalteradas. Um plano de ação foi imediatamente implementado para investigar e, se necessário, corrigir qualquer falha estrutural. A empresa afirmou que mantém as autoridades competentes informadas e que medidas preventivas estão sendo adotadas.

Fissuras e medidas imediatas
De acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a Vale notificou, na última sexta-feira (13), a presença de duas trincas de aproximadamente 1 cm de espessura e comprimento variando de 2 a 5 metros. Durante uma fiscalização, outras duas fissuras foram detectadas, uma medindo 10 metros e outra 4 metros de comprimento.

A estiagem prolongada na região foi apontada como a possível causa dessas anomalias, levando ao ressecamento do solo nas áreas adjacentes à barragem. As trincas são descritas como superficiais, mas estudos mais detalhados estão em curso para garantir a segurança da estrutura. A Feam determinou que a Vale protocole um plano de ação para inspeção completa do maciço da barragem, além da caracterização e tratamento das fissuras.

Monitoramento contínuo e riscos mitigados
Embora as fissuras tenham sido detectadas, a área ao redor da barragem já havia sido esvaziada previamente, com a ausência de comunidades na zona de risco. A Forquilha III é uma das duas barragens em Minas Gerais que se encontram no nível máximo de emergência, junto com a barragem da mina de Serra Azul, da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com 77 metros de altura e capacidade para armazenar 19,4 milhões de metros cúbicos de rejeitos, a Forquilha III está passando por um processo de descaracterização. Este processo, que visa desativar a estrutura de forma segura, está previsto para ser concluído até o ano de 2035. Enquanto isso, a barragem continua a ser monitorada permanentemente.

Segunda anomalia em 2024
Este não é o primeiro problema registrado na barragem este ano. Em março de 2024, a Vale identificou uma anomalia em um dreno da Forquilha III, quando foi observado o acúmulo de material sedimentado na saída do dispositivo de drenagem. Na ocasião, assim como agora, as condições de estabilidade permaneceram intactas.

Após a identificação da falha, a Vale iniciou obras de reparação, concluídas no mês de abril, eliminando o risco identificado na época.

Investigação e ações futuras
A Vale se comprometeu a seguir com as verificações adicionais e manter os órgãos reguladores informados sobre o progresso das investigações e correções. A Feam acompanha de perto o desenvolvimento da situação, visando garantir que as trincas detectadas sejam adequadamente tratadas, sem comprometer a segurança da barragem.

A situação em torno da barragem Forquilha III acende um alerta para a necessidade constante de monitoramento de estruturas de risco, especialmente em regiões sujeitas a impactos ambientais como a estiagem.

A Vale abriu inscrições para a formação de um Banco de Talentos voltado para mulheres em cargos técnicos, como eletricistas, mecânicas, soldadoras e vulcanizadoras, com atuação no Porto de Tubarão, no Espírito Santo. As interessadas podem se inscrever até o dia 2 de outubro. O processo seletivo inclui avaliações de conhecimento e entrevistas virtuais. Entre os benefícios oferecidos estão assistência médica, seguro de vida, participação nos lucros e resultados, além de incentivo à prática de atividades físicas. A iniciativa busca promover a inclusão e a diversidade no ambiente de trabalho.