Trabalhadores da educação estadual anunciam greve a partir da próxima terça-feira (11)

Os trabalhadores da educação da rede estadual anunciaram que irão entrar em greve a partir da próxima terça-feira (11). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A motivação é para que haja um reajuste salarial para os profissionais que trabalham na área.

O posicionamento do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais (Sind-Ute) é que a greve é necessária para cobrar do estado o cumprimento da lei estadual 21.6010 e da Constituição estadual que prevê o pagamento do piso salarial.

Veja o comunicado oficial do Sind-UTE/MG:

“Ao longo de 2019, o Sind-UTE/MG reivindicou o pagamento do 13º, bem como propostas de cumprimento da Lei Estadual 21.710/2015 e da Lei Federal 11.738/2008, que estabelecem o Piso Salarial Profissional Nacional como um direito legal. Deixando parte da categoria sem o 13º e apresentando propostas de reajuste salarial a apenas um setor do funcionalismo, o governo do Estado relegou a Educação a segundo plano.

No ano passado, a categoria viu uma política de desemprego ser implementada a partir de milhares de demissões no programa Escola de Tempo Integral, com o Plano de Atendimento, fusão de turmas, municipalização de escolas estaduais e redução do Quadro Escola.

Além disso, a informatização dos trâmites educacionais se mostrou fracassada e só trouxe o caos para estudantes, famílias e à categoria. O sistema de pré-matrículas online não respeitou o zoneamento e até alocou alunos no sistema prisional!

O Diário Escolar Digital (DED) foi utilizado pelo governo Zema como instrumento de assédio moral contra educadores e educadoras, a Remoção de Pessoal feita online transferiu trabalhadores para municípios que não foram escolhidos, e o sistema que gera o Quadro Informativo (QI), necessário para a designação, apresentou problemas no processo de contratação para 2020.

A forma como a Educação mineira vem sendo tratada pelo governador, desde o início da atual gestão, só demonstra a urgência de interromper essa postura e reivindicar o atendimento a direitos básicos, como o emprego, acesso ao ensino público e dignidade remunerativa.”

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