Trocar de treinador resolverá os problemas do Cruzeiro?
Treinador questionou os bastidores do clube em sua última entrevista - Crédito da foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

A demissão de Adilson Batista, que não resistiu a pressão de mais um mal resultado, dessa vez a derrota para o Coimbra, que ainda não havia vencido na temporada, por 1 a 0, trouxe alívio a muitos torcedores que pediam a cabeça do técnico. Mas, por outro lado, a saída do treinador e suas palavras na entrevista coletiva que concedeu logo após a demissão, levantaram questionamentos acerca dos reais problemas do clube. Afinal, trocar de treinador resolverá os problemas do Cruzeiro?

Desde o meio de 2019, o Cruzeiro vem passando por uma situação que havia se tornado incomum no clube. A troca de treinadores. Após ficar três anos no cargo, Mano Menezes foi demitido após início ruim no Brasileirão e a partir daí, tudo desandou. Quatro treinadores e quatro demissões no período. Nem Mano, nem Rogério Ceni, tampouco Abel Braga e Adilson Batista conseguiram resolver os problemas da Raposa.

Na coletiva após sua demissão, Adilson Batista reclamou de diversos problemas do clube, entre eles a demora nas contratações e reforços equivocados, interferências externas nas escalações, falta de paciência da torcida e imprensa, além de ter trabalhado com jogadores que não estavam nos planos da equipe.

Visto o amadorismo que se instaurou na administração do clube, somado aos problemas financeiros e jurídicos da equipe, o torcedor teme que nenhum nome possa trazer a estabilidade necessária para tocar a temporada celeste e devolver o Cruzeiro a Série A do Campeonato Brasileiro. O elenco possui carências e o trabalho ruim feito por Ocimar Bolicenho nos pouco mais de dois meses no qual ficou a frente da diretoria de futebol estrelada deixou lacunas, mesmo com um número alto de atletas. O tempo perdido com uma demissão no início do ano também prejudica.

Trocar de treinador resolverá os problemas do Cruzeiro?
Adilson Batista não conseguiu dar um padrão de jogo ao Cruzeiro – Crédito da foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Possibilidades de evolução

Apesar de todos esses problemas, é inegável que Adilson Batista esqueceu de questionar um ponto na campanha do Cruzeiro: seu péssimo trabalho. O treinador, que acumula um bom trabalho na carreira, há mais de dez anos, no próprio time celeste, jamais demonstrou ter a possibilidade de dar um rumo ao time celeste, além de abusar da incoerência e da falta de repertório.

A cada dia que se passava, o futebol do time piorava e isso é culpa do treinador. Oportunidades ilimitadas a quem não rendia e uma falta de coerência ímpar nas escalações também mostravam a falta de capacidade de Adilson Batista em comandar a reconstrução celeste.

O time se mostrava cada vez menos criativo e os jogadores eram escalados de forma que não rendiam, como Maurício isolado na ponta direita, Everton Felipe na esquerda e Marcelo Moreno caindo pelas pontas. As inúmeras falhas defensivas também escancararam um problema não individual, isso porque cinco jogadores diferentes atuaram na zaga celeste, em diferentes duplas, e em todas as formações houveram falhas.

Portanto é de se esperar que, se o próximo nome for escolhido com cuidado e puder agregar ao Cruzeiro, o time melhore. São claras as limitações do elenco azul, mas nada que se compare com algumas equipes que a Raposa não conseguiu vencer, como São Raimundo-RR, Patrocinense e Coimbra. Portanto, fica claro que um treinador seja, talvez, a principal carência do clube.

Veja também: Adilson Batista é demitido do Cruzeiro; Ocimar Bolicenho também deixa o clube

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